Bem vindos a Cavalcante

Aqui em Cavalcante comemos na padaria caseira de Dona Helena. O preço é pra lá de convidativo, mas o sabor é o que nos conquista. Não tem muita variedade: diariamente pão, pão de queijo, “quebrador”, café e leite. Dois sabores de bolo variam a cada dia e pode surgir também algo novo, como um biscoito de queijo. Vale a prosa e para observar o movimento.

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Pórtico de entrada de Cavalcante!

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A deliciosa padaria da Dona Helena.
Nosso guia Catitu e sua filha Calliandra.


Hoje é nosso último dia e seu marido que vem nos atender. Logo puxa conversa e pergunta de onde viemos e para onde vamos. Talvez inspirado pelas perguntas tão filosóficas ele para fitando a distância e nos diz: “Sabe que eu nunca fui a nenhuma destas cachoeiras?!?”. Pergunto a quanto tempo mora na cidade e ele me responde: “Há mais de quarenta anos vivo aqui. Quando era novo a gente queria ir, mas tudo era muito longe, a gente não tinha carro. Agora tenho carro, mas já não tenho mais vontade de ir a rio nenhum…”. Me recordo de Camões… “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… todo o Mundo é composto de mudança… o tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria…”

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Rancho Kalunga–Vale a visita

Rancho Kalunga. Paramos para comer uma comidinha bem tradicional: salada, abobrinha, jiló, abóbora, beterraba, peixe, porquinho e frango. Pergunto que espécie de peixe é escuto: “tambaqui”. Surpreso, comento ligeiro que não imaginava encontrar tambaqui por ali e ela me responde: “Trazemos de fora. Os peixes daqui são muito pequenos”. Logo descubro que de fora também veio boa parte da salada… No lombo de burro antigamente era difícil, mas agora até restaurante quilombola é globalizado!

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Carros no estacionalmente do Restaurante Kalunga. Do lado de fora, tal como em Grande Sertão, um “Manuelzão”andando a cavalo com sua grande capa e com os cachorros na frente.

IMG_20180115_154136839Comida boa até para os vegetarianos.

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Bem vindo a Cachoeira Santa Bárbara–Cavalcante

A cachoeira é bem bonita, embora pequena. Para uma cachoeira considerada uma das mais bonitas do Brasil esperava mais além de águas azuis.

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– Não é essa! – grita o guia. – A gente passa por cima da queda e continua.
É só um aperitivo. Subo mais um pouco e…


Uau! Não há nem muito o que dizer. Uma cachoeira pode ser fofinha? Pode ser cuti-cuti? Essa é… Águas azul-esverdeadas, areia branca, poço circular, rodeado de mata. Queda alta suficiente para oferecer um banho delicioso, mas não tão alta a ponto de intimidar. Melhor que isso? Só se você estivesse aqui comigo!

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Quilombo organizado!!!

Hoje, pick-ups poderosas atravessam a serra levando turistas ávidos por conhecer as trilhas e cachoeiras da região, especialmente a Santa Bárbara, poço encantado e nosso destino.
Na comunidade somos recebidos em um organizado Centro de Apoio ao Turista, onde os guias se identificam (se for sem guia é obrigatória a contratação de um no local) e onde pode comprar produtos típicos da região, como compotas, pequi ou tomar um caldo de cana bem gelado com pastel.

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Não dá para ler, mas na caixa d´água tem escrito: “Graças a Deus pelo turismo, que melhora nossas vidas”.

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No rumo do Quilombo do Engenho

– Está vendo aquela serra lá longe? – me pergunta Catitu, nosso guia em Cavalcante, cidade goiana na Chapada dos Veadeiros.
Ao longe uma serra domina o horizonte e imagino que lá está a comunidade quilombola do Engenho, repleta de cachoeiras e preservada por anos pelo seu isolamento. Longe mesmo, penso eu, respondendo:
– Distante mesmo, não? Lá que está o quilombo?
– Claro que não! – Catitu responde. A gente ainda roda bem do outro lado do morro!

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Fico perplexo imaginando duas coisas. A triste necessidade do homem se esconder do próprio homem e na capacidade de resistência e sobrevivência mesmo anos após o fim da escravidão em lugar tão isolado, vítimas de preconceito da sociedade.
Não muitos anos atrás só se atravessava a serra em lombo de burro, carregado com a parca produção para tentar conseguir alguma coisa na também pequena cidade de Cavalcante.

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De cara gostei de Aramanaí

Uau! De cara gostei de Aramanaí. Cabanas de dois andares se acomodam suaves diante do rio que molha nossos pés enquanto petiscamos no andar de baixo. O andar de cima nos protege do sol e é ocupado pelos que querem pagar uma pequena taxa que garante mais sombra, uma linda vista e um pouco de privacidade.

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Logo chegam os charutinhos, peixes típicos da região. Fritinhos, é só pingar um limão, arroxar na pimenta, servir a bebida e… aproveitar!

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Aqui tem ondas e chego a conseguir pegar umas ondinhas pequenas… matando saudades do tempo que “pegava jacaré” nas praias de Niterói.

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Posso passar o dia aqui, mas o garçom nos pergunta se já vimos o igarapé e atiça nossa curiosidade. Por trás do restaurante um pequeno rio – um igarapé – desliza suave até desaguar no Tapajós. As águas transparentes atraem principalmente famílias com crianças pequenas que espalham redes e organizam piqueniques. Igarapé ou rio? Rio ou igarapé? Eis a questão…. Vou passar o dia testando os dois até decidir onde ficar… na próxima vez que voltar! Nem saí e já estou planejando a volta!!! E você vem comigo!

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Impressões de Pindobal

Pindobal é uma praia básica. Uma faixa de areia com barraquinhas que se espalham diante do rio, ondas suaves e sol generoso. Para quem está acostumado, faltam os recortes, coqueiros e recifes do mar. Isto não tira o mérito e a diversão é garantida, até chegar um barco enorme com caixas de som maiores ainda, celebrando o Carnaval e oferecendo “o maior empreendimento imobiliário de Santarém”. O barulho não nos deixa ignorar o mais novo prédio construído na cidade, onde a especulação imobiliária vem crescendo pouco a pouco. Como também não nos deixa conversar mais, seguimos sacolejando para Aramanaí.

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Pindobal é assim…

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