Conhecendo Belterra

Belterra já foi uma cidade rica, repleta de americanos que moravam em grandes casas de madeira e possuíam hospital e salões de baile importados de sua terra natal. Tudo isso na época que a borracha brasileira era exportada a preço de ouro para todo mundo. Hoje a maior riqueza do município são suas praias e sua história. Passeamos pelas largas avenidas onde muitas casas se mantém firmes apesar dos anos, espremidas entre a floresta, ainda presente e o asfalto. Mergulhamos por curto tempo na história, pois o que queremos é mergulhar nas águas mornas do rio Tapajós. Pindobal e Aramanaí são nossas metas.

casas de belterra (7)casas de belterra (5)casas de belterra (6)

As grandes casas se escondem em meio as árvores. Na praça um pequeno coreto recebe os visitantes.

casas de belterra (3)casas de belterra (2)

De frente de Santo Antonio o Club Forró da Bagaça… Já sai da festa de frente para o perdão!

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Anúncios

Destino: Ponta de Pedras

Hoje o destino é Ponta de Pedras. São cerca de 12 km sacolejando na estrada de lama, digo, de terra. Não é necessário um 4×4, mas um carro pequeno vai sofrer por aqui. Quando chegamos… Onde estão as pedras que deram nome à praia? Não encontramos e resolvemos rodar um pouco mais… Nada…. Resolvemos voltar e então encontramos… embaixo d´água… Mesmo com quase toda praia submersa, continua encantadora. As ondas são suaves e o por do sol convida a fotografar e relaxar. Ótimo final de dia.

ponta de pedras (3)

ponta de pedras (2)

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Carnaval do Mela-mela em Alter

Fora da praia todos se preparam para o Carnaval, que em Alter é comemorado com o “mela-mela”. Por todo lado foliões de todas as idades andam com caixas de maisena que se tornam armas de batalhas encarniçadas e deixam todos com cabelos tão grisalhos quanto os meus. É divertido e, quando menos imagina, há gente te cercando e tentando te encher de pó, afinal, como disse uma menina quando passava do meu lado com a cabeça toda branca: “afinal, quem vem pra Alter, já sabe que vai sair melado”.

altar do chao Carnaval_alter do chao _ Carnaval (2)

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Alter do Chão… Beleza submersa

Em cada dia aqui, uma praia no roteiro, dentre as muitas que se espalham pelas margens do rio Tapajós, por muitos considerado o mais bonito da Amazônia. Infelizmente as chuvas e as cheias deixaram suas águas meio barrentas e encolheram as praias. Aqui na Amazônia é assim… certas épocas algumas praias literalmente somem, escondidas debaixo de metros de água. Visitar a mesma praia duas vezes é surpreendente. Eu estive em Alter do Chão, destino altamente disputado por turistas do mundo todo, em 2006. Na época chegávamos a praia mais famosa caminhando por uma faixa de areia branca. Hoje, para minha surpresa, a areia pouco mais é do que uma ilhota com alguns bares, onde muita gente se espreme em busca de um lugar ao sol e a beira-rio. Cerveja ou suco gelado, poucas ondas e a tranquilidade ideal para passar o dia de molho na água ou, “de bubuia” como se diz por aqui. Para chegar até a areia você aluga um barquinho que faz a travessia em poucos minutos. Para os mais corajosos, os braços e pernas fazem o transporte e ainda garantem o exercício.

alter do chao _praia (2)alter do chao _praia (3)alter do chao _praia (6)

De cima para baixo: 1 – Catraieiros esperando passageiros 2 – Travessia 3 – Povo debaixo das barraquinhas… só cabeças de fora.

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Mais da culinária de Santarém

Viemos aqui para comer ou para ir as praias? Até tenho dúvidas, pois a culinária paraense é uma surpresa atrás da outra… Para a sobremesa nos perdemos entre biscotinhos beijo-de-moça de maracujá, doce de cupuaçu, castanhas caramelizadas… Difícil sobreviver e não engordar aqui. Especialmente quando descobrimos por indicação de amigos – os locais sempre sabem tudo – o Piracema… Deusdocéu! Quequeéisso? Se pudesse comeria aqui todos os dias. Como o bolso é econômico e há muito o que ver optamos por um “prato simples” de pirarucu recheado com banana. Só de pensar eu salivo. E só de lembrar das delícias que não provei já quero marcar minha volta…

restaurante piracema (1)restaurante piracema (4)restaurante piracema (2)

Restaurante Piracema, Santarém, Pará. Decoração com itens paraenses (expostos para venda) e pratos deliciosos.

doces do para

Feirinha de Alter com uma variedade de delícias. Destaque pros doces com cupuaçu e para os beijinhos-de-moça.

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Que venha 2018

2018 está aí!

Aproveite a oportunidade e prepare-se para renovar corpo, alma e mente.

2018 merece mais saúde. Cuide do corpo com exercício, boa alimentação, sono adequado, menos trabalho e mais diversão. Difícil, né? Mas para começar tem que querer. Uma coisa de cada vez, mas com determinação.

Renove a mente e busque novos desafios. Lembre-se de que mente parada caduca. Aprenda coisas novas, leia livros diferentes. Deixe um pouco de lado a televisão e o celular e faça artesanato, pintura,
curso de bandolim ou de russo. Só não vale fazer o que sempre fez. Se você fizer só o que sabe, nunca será mais
do que já é.

Lave a alma. Peça perdão a quem magoou, e perdoe quem te machucou. Diga às pessoas queridas que você as ama e sorria bastante para as que não são tão queridas. Preste atenção a cada pessoa ao seu redor: são mais de seis bilhões de pessoas neste planeta, e poucas tem a oportunidade de estar contigo. Elas não estão ao seu lado por acaso, pode ter certeza.

E destes seis bilhões, você é um dos poucos que tenho o privilégio de conhecer. Obrigado por estar ao meu lado nesta oportunidade única de viver.

Conte comigo e juntos, vamos fazer de 2018 um ano sem igual!

Abraços no coração,
Altamiro

2017_18

Impressões da culinária paraense

Para os que não conhecem a deliciosa comida paraense, maniçoba é o prato mais desafiante da culinária brasileira, pelo seu aspecto e história. Até para os apreciadores, como eu, a maniçoba não é uma refeição nada bonita, um misto de lama com terra preta, daquelas onde esperamos encontrar caranguejos, ou seja, uma refeição com cara de mangue. No meio deste mangue encontramos os “pertences”, como em uma feijoada: paio, linguiça, partes de porco e as vezes carne de sol. Este mangue é como um mingau grosso feito da maniva, a folha da mandioca. E aí entra a história incrível. Para eliminar todo ácido das folhas, que é altamente venenoso, a maniva deve ser cozida por sete dias. Sete dias! Como alguém inventou isso? Algum dia alguém cismou que queria comer a folha e tome de cozinhar… O detalhe é que não provou, mas colocou os outros para provarem – e morrerem – em seu lugar, até que um dia alguém disse… “Está feio, mas está no ponto”. Pronto. Estava inventada a maniçoba.

manicoba

Maniçoba com arroz

Mas se você é menos radical, vamos de arroz paraense, que é arroz feito no molho do tucupi com jambu, a deliciosa folhinha paraense que anestesia a língua e acompanhado de camarão. Bom, bonito e muito gostoso.

arroz paraensebolinho de piracuí

Maniçoba com arroz.
Ao lado bolinho feito com farinha de piracuí, feita de peixe seco. Delícia paraense!

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Anúncios