Arquivo da tag: Raposa Serra do Sol

Aldeia também tem Educação Alimentar

Não é somente nas cidades que a Educação Alimentar é importante. As populações indígenas no Brasil sofrem de doenças comuns no meio urbano, como a hipertensão, obesidade e diabetes, ao mesmo tempo que mantém índices elevados de desnutrição.

Assim nas aldeias o trabalho é feito por enfermeiros, médicos e nutricionistas, pois o que importa é saber o que comer, valorizando os produtos regionais e deixando de lado os que não trazem maiores benefícios.

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Nutricoinista Patrícia ensinando os meninos Ingaricó da Aldeia Serra do Sol a construírem a Pirâmide Alimentar.

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Criança na aldeia = vida alegre

Ser criança aqui deve ser bem divertido. Correm, pulam, se empurram, rolam no chão, correm atrás de passarinho, tomam banho de rio, sobem na mangueira.
Agora o sol começou a baixar e tingir o mundo de dourado. Estou com vontade de parar de atender e sair correndo com eles. Para fotografar as crianças brincando? Não! Para brincar mesmo, parece tão divertido…

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Nas aldeias se brinca com o que tem, até com as frutas, como o jenipapo da última foto. E mesmo sem tecnologia ou modernidades as brincadeiras parecem tão gostosas…

Este post faz parte das Impressões Integrais 80

Primeiras Impressões da Aldeia Pedra Preta – Mais um “o lugar mais bonito que jã vi”

Estou na aldeia Pedra Preta. Adoro quando chego mais uma vez ao “lugar mais bonito que já vi”. O rio Cotingo serpenteia entre as serras, traçando sua trilha entre buritizais e corcoveando pelas cachoeiras. De um lado, mata fechada. Do outro, pedras. A tal da pedra preta nasce do lavrado, busca o céu e domina meu olhar. Quero subir, chegar mais perto das nuvens. Pena que meu tempo é curto e além dos pacientes daqui, vem vários indígenas das comunidades vizinhas, aproveitando uma carona do rio. Alguns hipertensos, uma senhora diabética e muitas crianças. Muitas, muitas. Muitas, muitas, muitas mesmo.

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A seta aponta a aldeia, “marisco” entre a rocha e o rio.

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Quer banhar? Que tal a cachoeira..

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Apresento a Pedra Preta em pessoa.

Este post faz parte das Impressões Integrais 80

Impressões do que Li… Roraima entre profecia e martírio

Muitas vezes escutamos histórias sobre pseudo-ameaças a soberania nacional na Amazônia, especialmente por parte dos missionários que trabalham com os indígenas. Alarmistas de plantão, teóricos da conspiração, militares recalcados, políticos em busca de espaço na mídia e aqueles que quere usar a terra que não lhes pertence: garimpeiros, madeireiros, grileiros, mineradores e, por aqui, até arrozeiros invasores.

Dom Aldo foi personagem protagonista deste enredo. Após chegar a Roraima, vindo de missão em Moçambique, quando deu por si estava no meio de um turbilhão, sem ter como fugir. Nestes momentos poderia apenas ver os acontecimentos se desenrolarem ou ser ativos e modificar a situação. Esta última foi sua escolha. Escolha difícel em anos duros. Anos de luta pela preservação da vida. Pela preservação dos indígenas e sua cultura contra fazendeiros, políticos e militares. Corajoso ele. Seu livro é um depoimento real da história de Roraima e que derruba algumas “teorias da conspiração” criadas para facilitar a conquista de terras alheias e repetidas ainda hoje pela mídia nacional.

Vale a leitura pelo entendimento de processos que levaram inclusive as discussões ligadas a região da Raposa Serra do Sol e sua demarcação, bem como a do território Yanomami.
De quebra o livro é ricamente ilustrado com lindas fotos.

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Livro: Roraima entre profecia e martício
Testemunho de uma igreja entre os índios nas lembranças de Dom Aldo Mongiano, missionário da Consolata, Bispo de Roraima de 1975 a 1996
Autor: Dom Aldo Mongiano
Editora: Diocese de Roraima – Boa Vista, RR. 2011