Arquivo da categoria: Comida

Rancho Kalunga–Vale a visita

Rancho Kalunga. Paramos para comer uma comidinha bem tradicional: salada, abobrinha, jiló, abóbora, beterraba, peixe, porquinho e frango. Pergunto que espécie de peixe é escuto: “tambaqui”. Surpreso, comento ligeiro que não imaginava encontrar tambaqui por ali e ela me responde: “Trazemos de fora. Os peixes daqui são muito pequenos”. Logo descubro que de fora também veio boa parte da salada… No lombo de burro antigamente era difícil, mas agora até restaurante quilombola é globalizado!

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Carros no estacionalmente do Restaurante Kalunga. Do lado de fora, tal como em Grande Sertão, um “Manuelzão”andando a cavalo com sua grande capa e com os cachorros na frente.

IMG_20180115_154136839Comida boa até para os vegetarianos.

Este post faz parte das Impressões Veadeiras 97 – Confira clicando aqui!

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De cara gostei de Aramanaí

Uau! De cara gostei de Aramanaí. Cabanas de dois andares se acomodam suaves diante do rio que molha nossos pés enquanto petiscamos no andar de baixo. O andar de cima nos protege do sol e é ocupado pelos que querem pagar uma pequena taxa que garante mais sombra, uma linda vista e um pouco de privacidade.

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Logo chegam os charutinhos, peixes típicos da região. Fritinhos, é só pingar um limão, arroxar na pimenta, servir a bebida e… aproveitar!

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Aqui tem ondas e chego a conseguir pegar umas ondinhas pequenas… matando saudades do tempo que “pegava jacaré” nas praias de Niterói.

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Posso passar o dia aqui, mas o garçom nos pergunta se já vimos o igarapé e atiça nossa curiosidade. Por trás do restaurante um pequeno rio – um igarapé – desliza suave até desaguar no Tapajós. As águas transparentes atraem principalmente famílias com crianças pequenas que espalham redes e organizam piqueniques. Igarapé ou rio? Rio ou igarapé? Eis a questão…. Vou passar o dia testando os dois até decidir onde ficar… na próxima vez que voltar! Nem saí e já estou planejando a volta!!! E você vem comigo!

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Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

Mais da culinária de Santarém

Viemos aqui para comer ou para ir as praias? Até tenho dúvidas, pois a culinária paraense é uma surpresa atrás da outra… Para a sobremesa nos perdemos entre biscotinhos beijo-de-moça de maracujá, doce de cupuaçu, castanhas caramelizadas… Difícil sobreviver e não engordar aqui. Especialmente quando descobrimos por indicação de amigos – os locais sempre sabem tudo – o Piracema… Deusdocéu! Quequeéisso? Se pudesse comeria aqui todos os dias. Como o bolso é econômico e há muito o que ver optamos por um “prato simples” de pirarucu recheado com banana. Só de pensar eu salivo. E só de lembrar das delícias que não provei já quero marcar minha volta…

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Restaurante Piracema, Santarém, Pará. Decoração com itens paraenses (expostos para venda) e pratos deliciosos.

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Feirinha de Alter com uma variedade de delícias. Destaque pros doces com cupuaçu e para os beijinhos-de-moça.

Este post é parte das Impressões Integrais 96 – Clique e leia o texto na íntegra.

… do que provei – Araçá

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O araçá é um parente da goiaba. Na verdade parece uma goiaba pequena, com interior branco. A consistência é um pouco mais firme e o gosto um pouco mais ácido, na verdade agridoce.
Na região do lavrado é muito encontrado, e existem duas aldeias que tem o nome derivado da fruta: Araçá, no município de Amajari e Araçá da Serra, em Normandia.

Existem várias outras espécies, inclusive de gêneros distintos, que recebem esta mesma nomenclatura popular.

Impressões do que provei… Rambutan

Esta fruta vem lá da Malásia, mas se deu bem na floresta e hoje é produzida no Amazonas, sendo vendida até nos sinais de trânsito.

O rambutan (Nephelium lappaceum) se parece muito com a lichia, mas tem a casca revestida de pequenos ouriços, que para mim sempre me lembram uma “lichia cabeluda”.

O sabor é delicioso, com bastante caldo. O ideal é deixar na geladeira para experimentar bem gelado. Tirar a casca é fácil, e logo a semente, revestida pela polpa geladinha e refrescante está em sua boca.

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… dos refrigerantes da Guyana

A Guyana sempre nos surpreende com seus refrigerantes exóticos.De uma vez encontrei com três sabores únicos, para não dizer “bizarros”.

Big Red, em tradução literal “vermelhão” é comum por lá. Não sei de que é este sabor, mas acho que é corante puro, para encantar os olhos das crianças e apavorar os amantes da vida saudável.
Cream Soda, o transparente, pode ser menos assustador pela falta de corante, mas tem gosto de perfume. O cheiro engana, pois depois é bem enjoativo.
Blueberry – Este é bem gostoso, embora a cor seja também digna de ficção científica.

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Caxiri na Cuia…

Festival de Motociclismo de Boa Vista. No palco, Pitty! O show é animal, e ela se comunica super bem com o público, até que…
– Gente, é uma alegria estar aqui! – grita Pitty e o publico delira. – É a primeira vez que venho aqui, e é uma alegria estar em Rondônia.
Silêncio na plateia. Estamos em Roraima, e não em Rondônia. Começam os gritos:
– Estamos em Roraima! Roraima! Uuuuuuhhh!
Pitty não perde a pose:
– Pois é gente, foi mal! É que me deram muito caxiri antes de eu vir para cá e eu tô doidaça! Mas adorei o caxiri e adorei Roraima.
O público vai ao delírio.

“Depois de tomar tanto caxiri Parente quer tomar mocororó Vai pegar a índia mais bonita E vai pro salão levantar pó Vai passar sebo nas canelas E no cabelo tem óleo de mocotó Parente quer dançar a noite inteira Se não tem dama o parente dança só”

Mas… o que é o caxiri?
Caxiri é a bebida tradicional dos indígenas de Roraima. Também conhecido por outros nomes, como pajuarú, aluá, mocororó, dependendo do produto que é feito e da etnia que produz, na verdade tudo é fermentado de vegetais, seja a macaxeira (mais comum e tradicional), do beijú, da batata, batata-doce, milho, caju… Tem para todos os gostos.

Quando é pouco fermentado, assemelha-se a um suco grosso, espesso, que todos tomam, inclusive as crianças, pelo baixo teor alcoólico. Depois de “maturar” por alguns dias, aí o bicho pega, e a fermentação vai lá em cima. É o caxiri amargo, bebida para iniciados, mas altamente consumido por aqui.

12 01 Barreirinha (154) Olha a esposa do seu Zé, nosso Agente de Saúde nota 10, colocando o braço forte e preparando um “pouquinho” de caxiri na comunidade Barreirinha.

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Ps: E neste link, fotos do piseiro e de eu tendo a oportunidade de provar o caxiri na cuia. Clique AQUI!