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… do que provei – Araçá

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O araçá é um parente da goiaba. Na verdade parece uma goiaba pequena, com interior branco. A consistência é um pouco mais firme e o gosto um pouco mais ácido, na verdade agridoce.
Na região do lavrado é muito encontrado, e existem duas aldeias que tem o nome derivado da fruta: Araçá, no município de Amajari e Araçá da Serra, em Normandia.

Existem várias outras espécies, inclusive de gêneros distintos, que recebem esta mesma nomenclatura popular.

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Impressões do que provei… Rambutan

Esta fruta vem lá da Malásia, mas se deu bem na floresta e hoje é produzida no Amazonas, sendo vendida até nos sinais de trânsito.

O rambutan (Nephelium lappaceum) se parece muito com a lichia, mas tem a casca revestida de pequenos ouriços, que para mim sempre me lembram uma “lichia cabeluda”.

O sabor é delicioso, com bastante caldo. O ideal é deixar na geladeira para experimentar bem gelado. Tirar a casca é fácil, e logo a semente, revestida pela polpa geladinha e refrescante está em sua boca.

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… dos refrigerantes da Guyana

A Guyana sempre nos surpreende com seus refrigerantes exóticos.De uma vez encontrei com três sabores únicos, para não dizer “bizarros”.

Big Red, em tradução literal “vermelhão” é comum por lá. Não sei de que é este sabor, mas acho que é corante puro, para encantar os olhos das crianças e apavorar os amantes da vida saudável.
Cream Soda, o transparente, pode ser menos assustador pela falta de corante, mas tem gosto de perfume. O cheiro engana, pois depois é bem enjoativo.
Blueberry – Este é bem gostoso, embora a cor seja também digna de ficção científica.

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Caxiri na Cuia…

Festival de Motociclismo de Boa Vista. No palco, Pitty! O show é animal, e ela se comunica super bem com o público, até que…
– Gente, é uma alegria estar aqui! – grita Pitty e o publico delira. – É a primeira vez que venho aqui, e é uma alegria estar em Rondônia.
Silêncio na plateia. Estamos em Roraima, e não em Rondônia. Começam os gritos:
– Estamos em Roraima! Roraima! Uuuuuuhhh!
Pitty não perde a pose:
– Pois é gente, foi mal! É que me deram muito caxiri antes de eu vir para cá e eu tô doidaça! Mas adorei o caxiri e adorei Roraima.
O público vai ao delírio.

“Depois de tomar tanto caxiri Parente quer tomar mocororó Vai pegar a índia mais bonita E vai pro salão levantar pó Vai passar sebo nas canelas E no cabelo tem óleo de mocotó Parente quer dançar a noite inteira Se não tem dama o parente dança só”

Mas… o que é o caxiri?
Caxiri é a bebida tradicional dos indígenas de Roraima. Também conhecido por outros nomes, como pajuarú, aluá, mocororó, dependendo do produto que é feito e da etnia que produz, na verdade tudo é fermentado de vegetais, seja a macaxeira (mais comum e tradicional), do beijú, da batata, batata-doce, milho, caju… Tem para todos os gostos.

Quando é pouco fermentado, assemelha-se a um suco grosso, espesso, que todos tomam, inclusive as crianças, pelo baixo teor alcoólico. Depois de “maturar” por alguns dias, aí o bicho pega, e a fermentação vai lá em cima. É o caxiri amargo, bebida para iniciados, mas altamente consumido por aqui.

12 01 Barreirinha (154) Olha a esposa do seu Zé, nosso Agente de Saúde nota 10, colocando o braço forte e preparando um “pouquinho” de caxiri na comunidade Barreirinha.

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Ps: E neste link, fotos do piseiro e de eu tendo a oportunidade de provar o caxiri na cuia. Clique AQUI!

Comendo maniçoba no “Fundo de Quintal”

IMG_0601 A placa está ali… escondidinha… e a gente segue pelo corredor por trás do portão…

Na saída do Museu do Marajó, bateu fome e vim parar no “Fundo de Quintal”, restaurante da Dona Zezé, também funcionária do museu. Não sei se é sempre assim ou se dei sorte, mas o cardápio era: pirarucu, maniçoba e peru ao tucupi. Por doze reais, não dava para perder, né? Que delícia… Já disse, no Marajó você só engorda. Ah! Não sabe o que é maniçoba? Imagine uma feijoada, com tudo que tem lá dentro, todos os pertences, mas sem feijão, e sim com a folha da maniva (mandioca) moída. Fica um aspecto, digamos assim, meio esquisito, esverdeado, espesso, rústico. Mas é delicioso, depois de superado o desconforto inicial. Para os curiosos, uma informação: a maniva tem ácido cianídrico, venenoso, que só é eliminado após o cozimento por sete dias. Sempre me pergunto quem foi que descobriu isso… fazendo alguém provar dia a dia, até ficar no ponto…

IMG_0599 Delícia… maniçoba.
IMG_0600 Posta de pirarucu.

JOANES

Este post faz parte das Impressões Integrais 90

Impressões do que provei… Cozinhando Escondidinho. no Recife

Gente, pensem em uma comida nordestina! Tudo de bom, não? Sim, mas sempre pesado, dando aquela preguiça depois de comer… Diferente se você for no Cozinhando Escondidinho.

Quem me levou foi o querido amigo Paulo Frias, com sua esposa Sara e sua filha Luisa, companhia agradabilíssima. O lugar é super simples, escondidinho mesmo. Não tem nem placa. Fica em uma casa simples em um bairro afastado.

Apesar disso, cada prato individual que custa em média 20,00 (nov 2012) satisfaz bem uma pessoa (a galinha a cabidela alimenta dois) e é oferecido de forma criativa, bonita e apetitosa. Tudo é obra de arte do chef Rivandro França, que vem a mesa vestido com chapéu de sertanejo e com um bom humor sem igual para finalizar os pratos com um toque especial. E eu achava que finalizar era só coisa de MMA.

Eu comi um macarrão com massa caseira, com molho de castanha, camarão e pimenta biquinho. Gente, que tudo de bom! Para os que amam carne de sol (eu não como carne de vaca), tem cada prato de carne de sol…
Ah! E não esqueça na entrada de pedir a codorna com melado… só de lembrar me dá saudade.
Para sobremesa… nem sugiro nada. Tudo é ótimo, diferente e saboroso como tem que ser!

Lugar que eu fui, adorei e quero voltar!
Paulo, Sara e Luiza – gratidão infinita.
Rivandro – Amigo, que você continue a ser esta pessoa e este chef especiais.

http://www.youtube.com/watch?v=GrWjZ8UiRcw
http://vejabrasil.abril.com.br/recife/restaurantes/cozinhando-escondidinho-46555

Imagem 165“Nós aceita cartão porque nós aprendeu a buli com a maquina”

Imagem 167 Decoração, simples mas autêntica!

Imagem 169Panelas autografadas”!

Imagem 170Pirão de coalho na cumbuca virada… Loucura!

Imagem 171Camarão, banana, feijão verde… hum….

Imagem 172Este foi o meu camarão! Delícia, delícia! Só de lembrar já quero voltar!

Imagem 173Galinha a cabidela!

Imagem 175Olha eu aí com o Chef em pessoa!

Cozinhando Escondidinho
Rua Conselheiro Peretti, 106
Casa Amarela
Telefone: 3451-0599

ps – fotos do fone…

Mesa farta… mas cadê a damurida?

Antes de inspecionar as instalações é servido o almoço: peixe, carneiro, galinha caipira, legumes cozidos, feijão verde, salada – tudo plantado e criado ali. Sinto falta da tradicional damurida – o caldo de pimenta – e quando vou perguntar, escuto mais discurso:
– Doutor, espero que estejam gostando do almoço, mas a damurida e o caxiri estão reservados para quando vocês voltarem para fazer as cirurgias.
Este pessoal sabe fazer propaganda. Preciso aprender com eles.

IMG_0365Mesa farta. Comemos de nos fartar e ainda sobrou.

Este post faz parte das Impressões Integrais 87