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Tinturaria Indiana

Fui a Árvore dos Desejos, uma velha tamarineira no alto de um morro de onde se tem a vista dos prédios, do rio que banha a cidade e algumas plantações. No caminho subimos por ruelas onde o esgoto corre a céu aberto, velhos e deficientes pedem esmola e onde há camelôs, muitas barraquinhas. O que você quer? Incenso, fotos, CDs, imagens de Baba ou de Shiva, espelhos coloridos? Eles tem de tudo. E quase tudo com cara de made in China. Daqui são somente as flores, o incenso e os pacotinhos prontos com caneta e papéis para que os devotos façam seus pedidos e deixem presos junto a árvore

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Gherardo me conta que também é assim em Jerusalém, onde a Via Sacra, caminho percorrido por Cristo em seu calvário, é tomado por lojinhas e vendedores. As pessoas buscam lugares iluminados, querem buscar a energia que emana destes lugares e elevar seus pensamentos. Muitas pessoas percebem e associam isso a seu ganha-pão. Errado? Não posso julgar. Triste é que a paz se vai destes lugares, e talvez por isso o melhor lugar para meditar seja nas montanhas, longe de tudo e de todos, onde se pode ficar em paz e se encontrar consigo mesmo e, conseqüentemente com Deus.

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69

Animais no Ashran

Hoje vi muitos macacos no ashran. Há um que deve ser o “macho alfa”, muito maior do que os demais e com diversas cicatrizes pelo corpo. Rosna como um cachorro e os menores fogem dele. Tem também uma mãe catando piolhos de um filhote pendurado em sua barriga, onde mama. Se ela anda ele continuava pendurado de cabeça para baixo. E cheguei a uma conclusão: se brasileiro tem medo de coco de pombo na cabeça é porque nunca viu um macaco fazendo caquinha do alto da árvore.

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Há pombos aqui, mas não são muitos. Comum é uma espécie de corvo com o pescoço cinza. Fazem barulho, imitam outras aves e roubam a comida que sobra no chão. A algazarra é enorme. Há também um tipo de sabiá com o bico bem amarelo. Como só há beija-flores nas Américas, aqui um pequeno passarinho o “substitui”. É pequeno como o beija-flor, tem o bico semelhante, cor metálica, mas o vôo… que diferença. É vôo de passarinho, e não de beija-flor.

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69

Morcegos na Árvore da Meditação

Estou na Árvore da Meditação, onde Baba muitas vezes falava a seus seguidores. Um barulho de pássaros me chama atenção. Não são pássaros, e sim morcegos. A árvore está repleta deles, que voam mesmo durante o dia e parecem não ser tão sensíveis quanto os brasileiros.

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OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69

Sevah: o trabalho voluntário

No Mandir, esperando Baba percebo algo interessante. Embora todos queiram chegar para frente, se alguém sai de seu lugar para tomar água, ir ao banheiro ou mesmo voltar ao quarto, é só deixar um simples lenço para marcar o seu local que todos respeitam. Ninguém ocupa o lugar: é sagrado. No passado Baba costumava caminhar pela multidão. Hoje, com o corpo físico cansado, vem de carro e passa lentamente em frente aos devotos. Olha de um lado a outro, atento. Seu olhar é inesquecível, único. Todos tem certeza de que Baba olha diretamente para eles. É um olhar penetrante, repleto de atenção. É como se fosse todo atenção para cada um de nós.

Havia acabado de jantar e me perguntava como poderia ajudar no serviço, já que tudo aqui é feito pelos indianos. Quando me levanto escuto a pergunta: “Pode ajudar hoje? Precisamos de gente para arrumar o refeitório!”. Perguntei, a resposta chegou, e lá passei eu uma hora limpando cadeiras, varrendo chão, lavando esfregão. Sempre alerta para servir.

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Todo o trabalho – organizar filas, guardar objetos, controlar telefone, limpeza, portaria, cozinha – é feito por voluntários indianos. A maioria é gente muito simples que sorri quando pode ajudar. Homens e mulheres de todas as idades e religiões vem de toda Índia e tem que esperar muito pela oportunidade de passar duas semanas trabalhando.

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… do que provei: Refrigerante salgado

Jeera Masala Soda – Se alguém me contasse que eu iria provar um refrigerante salgado, eu não acreditaria. Mas existe. A garrafa era bonita e resolvia arriscar. Como quem vê cara não vê coração, ao provar o susto foi grande: salgado! Não consegui tomar nem meia garrafa. Depois é que descobrir que “mesala” é um tempero muito usado por aqui.

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A senhora da balança

Voltando resolvo me pesar novamente. A senhora me reconhece e sorri de longe. Faço que vou lhe pagar e não aceita. Insisto muito até que aceite. Sorri mais ainda. Feliz. Sua boca não tem dentes, mas ilumina toda a rua.

IMG_0849Gente boa, até pose ela fez!

IMG_0850  A única mulher que eu abracei na Índia…

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Cricket, esporte nacional indiano

A Índia está em festa. A seleção bateu o Paquistão no cricket, esporte nacional. No estádio ao lado do museu vários meninos jogam cricket, enquanto uns poucos arriscam chutes em uma bola. Não tem jeito: são pernas-de-pau. Por isso que gostam de cricket.

IMG_7371a  Cricket… E foram campeões do Mundo em casa.

IMG_7377 Uma enorme estátua do macaco Hannuman está no alto da colina por cima do estádio.

 

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69