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O privilégio de assistir Arthur Moreira Lima na Amazônia

Outubro de 2013 – Boa Vista

Final de tarde quente, saio para um sorvete. O calor é tanto que enrolo para chegar em casa, dirigindo vagarosamente. De repente me deparo com uma aglomeração em frente a Igreja Matriz. Curioso, paro o carro e pergunto o que está acontecendo.
– Vem um pianista famoso tocar aí. Parece coisa boa.

Coisa boa? Logo descubro… É Artur Moreira Lima e seu piano… “Um piano na estrada”. Este é o show número 484 realizado pelo pianista pelo Brasil. Em Roraima tocou em cidade de 20 mil pessoas. Até confesso que não sou muito de piano, mas assistir um virtuoso, um fora de série, não é todo dia. É como encontrar um diamante em meio as pedras brutas.

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O show começa. Se pensei por um único segundo em não ficar, já me arrependi. Ele conversa com o piano – e as teclas respondem. A velocidade dos dedos é incrível, fico tonto só de tentar imaginar fazer o mesmo. O repertório inclui músicas mais conhecidas. Abertura com Bach – Alegria dos Homens. Depois Villa-Lobos, Carlos Gomes, Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Beethoven e até mesmo Luiz Gonzaga desfilam pelo palco nos fazendo sorrir de encanto.

Olho em volta e fico imaginando… algumas pessoas pagam caro para assisti-lo em uma casa de concertos. Assistem de longe e ficam realizadas. Aqui, acho que deve ter no máximo umas duzentas pessoas. Estou em cadeiras de plástico, nada confortáveis, mas tenho a lua como teto, a catedral como moldura e apenas cinco metros de distância do pianista. Se tentar acho que consigo enxergar notas musicais no céu.

O palco é parte do próprio caminhão, que leva o piano. O piano é tão chique que tem um afinador exclusivo. O som, iluminação, tudo vem dentro dos caminhões que conduzem o pianista pela estrada. No Amazonas, em São Paulo de Olivença (minhas Impressões sobre esta cidade você pode acessar clicando AQUI), o piano não pôde desembarcar, e o pianista tocou embarcado, com a população toda no barranco.

IMG_20131012_212256Prestem atenção. O palco – e o piano – está dentro de um caminhão!

CONGRESSO NACIONAL.: EFETIVAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL.

do_generic_po Clique na imagem ou AQUI

 

Por que isto é importante

A 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI) foi convocada pela Portaria nº 2.357/GM/MS, de 15 de dezembro de 2012, tendo como objetivo aprovar diretrizes para as políticas de saúde executadas nas aldeias, por parte dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) que integram o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena no SUS (SasiSUS), sendo também um espaço para debates sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
Atualmente, além dos trabalhadores efetivos do quadro do Ministério da Saúde/ Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) em exercício nos DSEI, existem mais de quinze mil profissionais contratados por entidades privadas conveniadas, através de regime CLT,e contratados por processo seletivo CTU – que já fazem parte do quadro do ministério da saúde – sendo que parte desses profissionais atua junto às comunidades indígenas há mais de dez anos, sem nenhuma garantia de estabilidade, o que não raro ocasiona rotatividade de profissional, gerando os chamados “vazios assistenciais” (locais com carência de profissionais de saúde).
A rotatividade de profissionais compromete o estabelecimento de "vínculos" entre as comunidades indígenas e as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). Outro prejuízo ocasionado pela falta de estabilidade é o ônus financeiro ao SasiSUS, devido à necessidade permanente de investimento em capacitações de novos profissionais contratados para recompor as EMSI.
As capacitações se justificam pela necessidade de preparar os profissionais para, além de garantir o cuidado integral à saúde dos indígenas, atuarem em contexto intercultural, observando as práticas de saúde e as medicinas tradicionais, garantido o respeito às especificidades culturais.
Esses profissionais que compõem as EMSI trabalham em regime de dedicação exclusiva, sendo que a maioria atua na região da “Amazônia Legal”, em áreas de difícil e/ou dificílimo acesso, onde os meios de transporte são predominantemente fluviais ou aéreos, obedecendo a escalas de “entradas nas áreas”, onde permanecem em média um mês longe de seus familiares, se expondo diuturnamente a riscos de acidentes diversos, como acidentes por ataques de animais silvestres e peçonhentos, além dos acidentes fluviais e aéreos, que vem ceifando as vidas desses valorosos e abnegados profissionais, que normalmente são “arrimo de família”, de cujos pais/mães, companheiros (as), filhos (as), além de sofrerem a perda do ente querido, ficam desamparadas financeiramente.
Dessa forma, contamos com vossa sensibilidade e senso de justiça, para defender junto ao Congresso Nacional, Ministério da Saúde e Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), as propostas e moções aprovadas na 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), que buscam estabelecer mecanismos diferenciados de trabalho aos profissionais do quadro de pessoal da Saúde Indígena, bem como minimizar as dificuldades de fixação desta força de trabalho no interior do país e em áreas de difícil acesso, garantindo incentivos ou benefícios aos médicos e outros profissionais de saúde que trabalham dentro dos territórios indígenas (aldeias) ou que permanecem em área indígena por período prolongado, conforme relacionado a seguir:
1. Criação de PEC ou PLP, para efetivação dos profissionais que atuam no SasiSUS; atualmente contratados via CLTe\ou CTU (a exemplo do que foi feito para os Agentes Comunitários de Saúde Indígena).

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Balaio Quadrado–Nascem os filhos das Impressões Amazônicas

Está no ar a partir de hoje o Balaio Quadrado, primeiro filho das Impressões Amazônicas, que conta as aventuras de um Curumim e seu amigo Japinha.

Autoria minha e de meu irmão Beto Basso, que deu vida as minhas ideias, e que é o autor da arte das IAs!

Visitem o site, com conteúdo exclusivo e curtam a página no Facebook.

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Abra todas as portas em 2013!

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(o texto abaixo é o mesmo da imagem acima. Melhor ler na imagem, que é ampliada clicando sobre ela).

Quando você acordou hoje, um novo ano se iniciou. São 365 dias para respirar, sorrir, amar e se transformar. Ao final deste período, espero que ao olhar no espelho você encontre uma pessoa diferente da que é hoje. Não se preocupe com rugas ou cabelos brancos, falo em experiências vividas. Tem gente que tenta passar cada dia, de cada ano, da forma mais igual possível. Faz da rotina um habito e tem no novo um inimigo a ser vencido, ou ao menos, silenciado. São pessoas que não conseguem enxergar as portas que Deus abre para nós a cada dia. Ou se enxergam, receiam mexer na fechadura. Passam anos e a ilusão de se ver igual permanece.
Prefiro fazer diferente. Gosto de abrir portas e descobrir o que me espera em cada uma. As vezes me demoro um pouco mais, há tanto que ver e descobrir. Em algumas o tempo é curto – talvez a porta certa na hora errada. Em algumas descubro sorrisos, em outras encontro saudades. Tento entrar em todas para evitar desencontros. Houve portas que se abriram para dores. Dores doidas, lacrimosas, sentidas, mas estranhamente curadas ao abrir outra porta. Existem portas para lugar nenhum. Portas para promessas e ilusões. Mas a maior parte delas oferece oportunidades para o sucesso. Sucesso é poder irradiar felicidade. Busco portas que conduzam para onde eu possa fazer o bem, gerar gentileza e deixar de ser eu mesmo – pensando em você. São portas que me conduzem ao exercício do amor.
Que possamos continuar nos encontrando nas muitas salas que a vida nos oferece, na busca e no serviço da felicidade. Vamos sair mudados: esqueça as rugas e cabelos brancos, mas fiquemos com brilho no olhar, sorriso no rosto, alegria no coração e com nossa amizade impressa na alma. Amor, confiança, entrega, partilha e um abraço no coração. É o que desejo para você neste a o que se inicia.
Seja Feliz 2013!
Alt, Alta ou, simplesmente, Altamiro