Arquivo da categoria: Escotismo

Valeu Jamboree!!!

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Estou na barraca, mas o sono não chega. Não é pelo frio, que mostrou a todo Brasil que o inverno no Rio é daqueles que fazem sair fumacinha da boca, mas pelo calor que sinto dentro de mim. Estou aquecido pelos corações que abracei, pelos sorrisos que me esquentaram nos dias de frio e chuva e pela luz que meus amigos irradiaram ao seu redor nesta semana.

Não consegui ver o Jamboree todo. A coordenação de um módulo parece exigir todo o tempo. Se a dedicação não é 24 horas, é porque sobram algumas – poucas – horas para dormirmos. Assim vi apenas o Jogos de Nossa Gente, onde os escoteiros e seniores se divertiram e ampliaram sua coleção de sorrisos. Do alto do estádio via a movimentação frenética. Passavam uns sujos de lama, voltavam outros cantando canções. Bandeirolas tremulando, cabelos pintados, corpos tatuados. Uniforme, traje, nem-uniforme-nem-traje. Japoneses, paraguaios, nordestinos, nortistas, gaúchos, polacos. Tinha gente de tudo que é jeito e tudo que é lugar. Em comum todos traziam o sorriso de satisfação.

E este sorriso faz um bem, mas um bem tão grande que acabamos deixando de lado os problemas dos primeiros dias, o frio que muita gente não sabia que existia no Rio e os imprevistos de última hora – cadê minha peteca? – para sorrir também. O sorriso dos jovens se espalhou para os adultos. Não tinha fila, falta de banheiro, dificuldade para carregar celular ou lama que atrapalhassem este sorriso.

E logo o campo estava brilhando. Aliás, se alguém conseguisse medir a energia do campo, veria que poderíamos acender uma cidade inteira. Aos poucos os incrédulos começaram a crer, os pessimistas erraram as previsões e os profetas do apocalipse guardaram suas profecias para a próxima vez. Aos poucos o Rio de Janeiro mostrou que continua lindo. E tudo isso graças aos jovens que curtiram as atividades programadas e retribuíram com seus sorrisos.

Aliás, a coisa mais divertida de um Jamboree é que um jovem chega no módulo, quer participar, se diverte por três horas ou um pouco mais, mas não tem ideia do trabalho que deu elaborar tudo isso. Não tenham dúvida: cada atividade foi especialmente pensada e trabalhada para cada jovem. O pessoal do meu staff então, sentiu isso na pele… duas reuniões por dia, fora a hora extra… E dois patrões implacáveis – eu e meu irmão Beto -, exigindo tudo de bom: bom humor, boa vontade e bom senso.

E se o acampamento foi bom, tenho que agradecer a cada um do meu staff que acreditou no projeto e viveu nosso sonho. Quatro – Beto, Sandra, Luiz “Tuck” e Rocélio – foram parceiros em Foz e já conheciam meu ritmo. Os outros – Aderbal, Suelen, Norio, Alex, Tainá, Rodrigo, Cristiano, Alexandre, Daniel, Rafael “Rama”, Raoni, Rafael “Tapejara”, Marcelo – os dois! – , Tadashi, Vanessa, Juliana, Giuvana, Pedrão, Ana Maria, Helison “Morceguinho”e Mamãe Dalva, Gilliane, Isabela, Otávio, Vicente, Arthur, Bruno, Manu, Diego, Sandra, Tiago e Willian – foram show! Seus passes já foram comprados para o próximo encontro nacional.

Foram dias realmente felizes. De encontros e reencontros. De braços e abraços. De certezas imediatas. Afinal, os sorrisos e os amigos é que fazem com que estejamos “sempre alertas” para responder o chamado do Miro, que ecoa lá de Curitiba. Afinal, não posso perder a oportunidade de rever tanta gente boa (acho que por isso que a Lia me deu aquele anel tão legal: Curti! Like!, que fez um baita sucesso). Alguns amigos, encontro sempre. Outros, de vez em quando. Alguns, só de Jamboree em Jamboree. Outros não encontrarei mais. Mas estão todos marcados em mim. Todos são parte de mim.

O sono vem chegando e me lembro da conversa com minha sobrinha, 11 anos, primeiro Jamboree, pouco antes da ótima cerimônia de encerramento, algumas horas atrás
– E aí, Isabela, o que gostou mais?
– Tudo!
– Mas teve alguma coisa que não foi legal?
– Não foi legal durar só uma semana.

Vou dormir o sono dos justos. E acordar pronto para o próximo Jamboree!

Quer mais fotos? http://altamironocan.wordpress.com

6 de Agosto – Dia do Chefe Escoteiro

Amigos, estava pensando no que escrever neste dia quando recebi a mensagem do meu irmão gaúcho Eder Branchini.

Não preciso escrever nada. Ele tirou as palavras da minha boca…

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A Todos Meus Irmãos Chefes Escoteiros…

Parabéns pelo Seu Dia
Passarei por este mundo, apenas uma vez. Pode ser que um dia em outras circustância voltemos a nos encontrar, e pode ser que não, então é necessário que vivamos cada momento intensamente pois a chance de ele voltar a acontecer é muito pequena.

Uma vez fui questionado por um amigo que me fez a seguinte pergunta.
" Se você não tem filhos, e nem um irmão ou parente no Movimento Escoteiro porque disperdiçar seus sabádos e domingos fazendo um trabalho desta magnitude, gratuitamente, para os filhos dos outros?

Sem ele acabar a pergunta de imediato respondi.
– Caro Amigo, ser Chefe Escoteiro não é para qualquer pessoa. Ou se nasce com essa pré-destinação ou não.Poderia lhe dar um milhão de motivos porque ser Chefe Escoteiro me orgulha tanto, mas para voce não passar o dia todo me ouvindo vou resumir um pouco minha explicação. Sou Chefe Escoteiro porque passarei por este mundo apenas está vez, e para tal farei minha parte para torná-lo um mundo melhor para os que nele aqui hoje habitam; E qual a melhor forma de o faze-lo se não educando crianças para que possam preservar a natureza e conviver harmoniosamente ao passo que a maioria de nós, seres humanos racionais, a destruimos. "

E para finalizar digo mais um verbete dessa que é  a maior virtude que carrego em minha mochila: sou Chefe Escoteiro porque o Escotimo assim o quís e me adotou quando eu fui escoteiro na juventude de 1989. Meu pai não tinha condições de me acompanhar, mas tive outros adultos que não tinham filhos no Movimento Escoteiro e me acompanharam…

Então Caro amigo se basta está explicação resumo então: SOU CHEFE ESCOTEIRO PORQUE O SOU DE CORAÇÃO E NÃO POR OBRIGAÇÃO.

FELICIDADES A TODOS OS MEUS IRMÃOS QUE SE DEDICAM NÃO O SABÁDO E O DOMINGO MAS A VIDA TODA A ESTÁ FILOSOFIA DE VIVER SENDO ESCOTISTA.

Chefe Éder Branchini
Grupo Escoteiro Alberto Mattioni 79/RS
Flores da Cunha

Escoteiros de Roraima celebram centenário do Escotismo Brasileiro

Acabo de chegar do Fogo de Conselho em celebração ao Centenário do Escotismo no Brasil.

Mais uma vez saíram de minha garganta as palavras nascidas em meu coração: Prometo pela minha honra, fazer o melhor possível para cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer a Lei do Escoteiro.

À minha voz, emocionada, se juntaram dezenas de outras vozes aqui em Roraima. Antigos escoteiros, novos promessados, lobinhos irrequietos, adultos compromissados. Cada voz se elevou formando um coro único em que as palavras fluíram iluminadas pela luz de nossos corações e da fogueira.

Por todo o Brasil centenas de fogos como este sintonizaram os sentimentos e emoções de milhares de pessoas. A vibração de nossas vozes, ainda que possa não ter sido escutada por todos, encontrou eco no espaço e foi sentida por cada participante da celebração. Eu sabia que minha promessa estava sendo renovada ao som da gaita gaúcha, no embalo da brisa nordestina, no frio da garoa paulista, no trem bom das Minas uai, com sabor de cajuína, pequi, camarão, feijoada, tererê e chimarrão.

Nossa rede de energia e amor ecoou também nos corações de cada brasileiro, mesmo aqueles que ainda nem sabem que o Escotismo existe. Nossa vibração com certeza foi tanta que o Brasil foi dormir um pouco mais iluminado, um pouco mais pacífico, um pouco mais dedicado a encontrar o Caminho para o Sucesso, que é servir ao próximo e encontrar a sua felicidade. O Brasil foi dormir mais escoteiro.

Que venham mais 100 anos!
Sempre Alerta para Servir,
Altamiro Vilhena, escoteiro do Brasil com orgulho

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Finalizando o Jamboree…

IMG_8718 Em Itaipu, onde foi realizado o acampamento, conhecemos a Usina, com seu tamanho de gigante, obra do esforço titânico de brasileiros e paraguaios e que mostra a nossa competência e nos faz orgulhosos de sermos brasileiros.

Na festa para o staff (assim é chamado o pessoal que trabalha), animação completa com música ao vivo até a madrugada. Ninguém parou de pular, de dançar, e quando os músicos se cansavam, sempre tinha alguém pronto para cantar um canção ou colocar todos para dançarem. E, só por curiosidade: animação total, mas zero de álcool. Quem disse que só se tem festa animada se tem cerveja?

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Encontros como este são também oportunidades de encontrarmos amigos de anos, de décadas e de fazermos os mais novos velhos amigos. Muitos se encontram uma vez a cada um ou dois anos, mas é como se a distância do tempo fosse pouco mais de uma semana. O Escotismo proporciona a magia de fazermos com facilidade única os mais novos velhos amigos.

Um dia de folga, um dia de passeio e uma semana de trabalho. Por que tanto esforço? Vale a pena? A resposta vem quando pergunto para o Sabá, escoteiro de 14 anos que acabou de se despedir de mim no aeroporto, sobre o que gostou mais: “Tudo! Foi a melhor coisa que fiz na vida!” E eu fiz parte disso.

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Boa semana, ou, como dizemos, Sempre Alerta!

Altamiro, escoteiro desde 1980

Rumo as Cataratas do Iguaçu

Como eu disse, toda programação, estrutura e trabalho é feita por voluntários em uma semana de trabalho, que, em muitos casos como do cirurgião-dentista Roberto, de Chapecó é o início de sua semana de férias, e para outros, como para o educador físico Pery, de Goiânia, a semana de folga ansiosamente aguardada. E como toda semana de trabalho dá direito a um dia de folga, os voluntários tem um dia para passeio diurno e uma festa a noite. Na folga o roteiro é inesquecível: Foz do Iguaçu.

Gente,é muita, muita, muita água nas Cataratas. E como no segundo dia do acampamento fomos brindados com o maior volume de chuva em um único dia na região há mais de dez anos, foi suficiente para, não só alagar muitas barracas, como também para que o Rio Iguaçu estivesse com muita, muita, muita, muita, muita água! E lá fomos nós, não apenas vislumbrar esta que é, com certeza uma das sete maravilhas da natureza, caminhando por uma trilha em meio a borboletas e quatis, como também encarar de perto, e por baixo, para conferir o volume de água. O passeio as cataratas é bacana, é legal, é ótimo, é sensacional, é superlativo o bastante para que torne impossível qualquer descrição. Posso dizer, contudo que foi o chuveiro mais alto que já experimentei e que o banho foi completo, pois o barco fica alagado, e o piloto é mais veloz do que o Barrichelo, fazendo com que a emoção da adrenalina se somasse a emoção do deslumbramento. Pausa para os aplausos ao Criador, pois lá ele caprichou muito: Clap! Clap! Clap! Clap!

 09 01 Jamb Foz (527) O tempo não era o melhor do mundo… mas olha lá o mirante! Na beira do mundão de água.

 09 01 Jamb Foz (692) Ei… lá embaixo! Um bote! É para lá que nós vamos!

 IMG_8460 Olha a gente a caminho da água!! Animação total!

Jamboree escoteiro – espaço de fazer coisa diferente. Oportunidade única para os jovens

Esta “equipe de programa”, da qual fiz parte, ao longo de um ano planeja tudo que será feito pelos jovens: dos passeios (afinal, a viagem de barco até as Cataratas do Iguaçu, mas do que um bom banho, é adrenalina e emoção garantidas), as atividades responsáveis por manter as mentes ocupadas. A ordem é não ter tempo para o ócio. Assim os jovens alternam passeios com atividades divididas em quatro grandes grupos. Nas “manualidades” constroem bancos de madeira, utilizam biscuit e argila para dar forma aos mais diversos objetos, criam enfeites com sementes e estampam suas próprias bandanas. Na “aldeia global de desenvolvimento” pintam com as bocas e pés, percorrem caminhos de cadeiras de roda, discutem alternativas para a paz e aprendem como cuidar de sua postura e evitar problemas ortopédicos. Em “sustentabilidade” constroem fornos solares, sistemas de aquecimento de água e aprendem até a utilizar alimentos alternativos na cozinha. Depois de um dia de atividade, um bom banho, um bom jantar e… mais atividades. No festival do folclore os jovens apresentam um pouco da cultura de seus estados e são protagonistas de um espetáculo de som e animação: do carimbó paraense, as lendas do Maranhão; do forró do Ceará a dança da marreca de Blumenau, do samba carioca as danças gaúchas, todos se misturam com animação única. Como uma noite é pouca, há a Feira das Cidades, onde cada um leva o que é mais representativo de sua terra de origem: folderes, pôsteres, artesanato e música ambientam o campo, por onde os escoteiros passeiam conhecendo o novo e aprendendo novos sabores: da cajuína de Teresina a cocada de Salvador, do chimarrão de Pelotas a bananada de Morretes. Do doce de cupuaçu ao inesquecível Guaraná Jesus de São Luiz, o “guaraná cor de rosa”.

IMG_8043 Pintando com a boca os jovens percebem as dificuldades de quem é diferente. Aprende-se respeito.

IMG_7618 Festival do Folclore… o pessoal da platéia dançando a Dança da Marreca, de Blumenau – SC