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Saúde na Aldeia

Café da manhã tomado – com torcida e platéia –… hora de trabalhar. Chamem as crianças, gestantes e idosos. Em dois dias, avalia-se cada um, registra-se o peso, realiza-se suplementação alimentar para os de baixo peso. Enquanto você trabalha – com torcida e platéia – um papagaio passa voando.

DSC03679Trabalho na aldeia. Enfermeira Elaine com EPI completo para exames de sangue.

DSC03892a Educação em saúde: camisinha na banana.

Este post faz parte do texto integral das Impressões Amazônicas 84

Impressões do que eu li… O Rio – uma viagem pela Alma do Amazonas

Recentemente tive o privilégio de percorrer o rio Amazonas de sua nascente, no Peru, até a sua foz, próximo a Macapá, capital do Amapá. O trajeto de meses foi feito em dois dias, em uma leitura rápida e muito agradável do livro O Rio, de Leonencio Nossa.

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Se o rio – e a viagem = tem o ritmo lento de quem não tem pressa para chegar porque sabe que tem todo o tempo do mundo, não se pode dizer do que sentimos quando lemos o livro. Mergulhamos nas águas barrentas, dormimos em rede, navegamos, provamos frutos exóticos, espantamos carapanãs e conversamos com personagens que tornam a viagem, mais que folclórica, única e inesquecível.

Certos trechos do Rio deixei fluir mais lento e mergulhei no passado ao me descobri de volta para o recreio que passa por Caballo Cocha no Peru, deslumbrado com a água verde no porto de Santarém ou dando risadas com o futelama em Macapá, quando a dança das águas faz o rio subir e descer com um ritmo que, mesmo que nós contemos, não se consegue entender sem vivenciar.

Em outros trechos o Rio, corria veloz ao percorrer os lugares que – ainda – não conheço: os Andes, peruanos, sonho distante e alto; Mamirauá, terra de jacarés-gigantes e ribeirinhos preservando a mata; Marajó, dos búfalos, palafitas e de moradores meio gente-meio peixe, verdadeiros anfíbios.

De quebra pegamos um afluente que nos conduz aos diversos autores que contam as histórias da Amazônia e de seus homens: ribeirinhos, imigrantes, indígenas. O livro deságua na foz, onde  uma extensa bibliografia nos conduz a novas navegações.

As fotos de Celso Junior permitem o deleite até daqueles que tem preguiçar de ler e nadar. De um jeito ou de outro o livro é um clássico para quem quer se aventurar pelo Amazonas..

Quer comprar?

O RIO: UMA VIAGEM PELA ALMA DO AMAZONAS

Leonencio Nossa (texto) e Celso Júnior (fotos)
EDITORA Record, 2011
QUANTO R$ 49,90 (350 págs.) – em outubro de 2011

Quer uma prévia?

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Não perca a revista Horizonte Geográfico, edição 137 que está nas bancas (out 2011). Ela também mergulha no rio com reportagem e fotos da mesma dupla do livro. Vale a pena conferir e seguir o fluxo do maior rio do mundo

Quer ver as fotos?

O Blog do Estadão tem fotos do livro, algumas de perder o fôlego:
http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/o-rio-amazonas/#

RIO AMAZONAS Esta foto e muito mais estão no blog acima:
Porto na beira do rio Amazonas em Macapá/ AP. Foto: Celso Júnior/AE

Índios isolados no Jornal Hoje

Gente, um bom link para quem gosta de questões indígenas é

http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/cerca-de-dez-mil-indios-ainda-vivem-escondidos-nas-florestas-da-amazonia/1391487/#/Edi%C3%A7%C3%B5es/20101211/page/1

Lá vocês podem assistir a um vídeo muito interessante, veiculado no Jornal Hoje, que trata dos índios Korubo, também conhecidos como caceteiros, que vivem no Vale do Javari, AM. É nesta região que nasceu o meu filho caçula, o Pompom (agora Marcos), que é de outra etnia, Kanamary.

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Os Korubo com a equipe de saúde no ano 2000.

Fauna Amazônica no CIGS

Embora eu prefira muito mais ver os animais soltos na natureza do que em um zoológico, entendo a função que os mesmos tem de despertar o interesse pela natureza nas crianças.

Em Manaus existe um único zoo, que é do CIGS – Centro de Instrução de Guerra na Selva do exército. Lá podem ser encontrados diversos exemplares da fauna amazônica, com destaque para os felinos e os macacos.IMG_3932

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Cepeam, patrimônio de Manaus

Descobri um lugar único em Manaus, o Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas – CEPEAM. Esta reserva do patrimônio natural é também reserva histórica, ponto de início da história do Amazonas, bem de frente do Encontro das Águas.

No meio da mata preservada encontram-se micos, cutias, corujas e inumeros pássaros multi-coloridos.

Pena que minha visita foi muito corrida e o tempo não ajudou, mas vou voltar.

IMG_3868A Soka Gakkai é a proprietária da área, que só pode ser visitada com autorização, mas é aberta para atividades ecológicas e de educação ambiental.

 IMG_3846Pescador solitário, desafiando o rio-imensidão Amazonas.

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Vista privilegiada… meio negro, meio castanho, o recreio desliza no Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões.

O Encontro das Águas: Vista Aérea da Majestade Amazônica

Vemos o mundo com outros olhos quando o enxergamos do céu, e nessas horas queremos ser ave. A pequenez das coisas enormes nos faz aves e gigantes, tal qual o mitológico Roc. A beleza moldada por Deus nos impressiona e as transformações causadas pelo homem nos fazem oscilar entre a fascinação do sonho e a do horror do concreto.

Uma das vistas aéreas mais impressionantes é a do Encontro das Águas em Manaus. O rio Negro, colosso de ébano que vem da região encachoeirada de São Gabriel se abraça ao monstruoso Solimões, gólem de barro que desliza lentamente pela bacia amazônica,depois de nascer nas montanhas dos Andes. Juntos, após lutarem por quilômetros, já sem forças e sem um vitorioso se acabam em um abraço sem fim que forma o oceano que é o rio Amazonas.

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