Arquivo da categoria: Rio de Janeiro

O mundo visto de cima

Tudo bem, o título não é novo, nem mesmo a ideia… Mas eu AMO fotos aéreas, pois juntam o que eu gosto… voar (que é sinônimo de viajar), lindas paisagens e a perspectiva de ver o mundo sob outra ótica.

Seguem então algumas fotinhos que fiz recentemente…

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Porque o Rio continua lindo…

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Ponte Rio Niterói… Que junta a cidade maravilhosa com a cidade onde orgulhosamente nasci! Niterói.

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Manaus… porque no meio da floresta colocaram uma cidade!!!

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Guarulhos…  porque todo mundo precisa de um hub para viajar!!!

Cada qual com sua beleza… Qual sua favorita?

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O Rio tem destas coisas…

O Rio tem coisas que mais nenhuma cidade tem…. No início de dezembro estava andando entre a Praça XV e o Aeroporto Santos Dummont, meio triste, já repleto da saudade de despedida, quando de repente me deparo com esta alegria, esta animação, esta vida e estes sorrisos temperados por música muito animada. O que fazer além de me alegrar, fotografar e filmar, agradecendo pelo privilégio?

Minha brasilidade voltou após as Olimpíadas do Brasil

Confesso que não gostei nada da escolha de nosso país para sediar as Olimpíadas. Apesar disso, uma vez que o Rio foi escolhido, que os trabalhos iniciaram – ainda que com todos o atraso e corrupção que nos entristecem – torci para que tudo desse certo. Me empenhei em tomar parte, divulgar, comentar, estimular. Participei e vibrei como se fosse o mais entusiasta dos atletas.

Não pensem que virei a casaca, não foi isso. Eu era contra, mas a partir do momento que minha opinião não prevaleceu, não vou ficar como ave de mau agouro desejando insucesso. Quem deseja insucesso só colhe insucesso. É exatamente a atitude de nossos políticos que não concordo – não querem o melhor para o Brasil, mas sim apenas o que interessa a eles.

Eu não queria Olimpíadas aqui, mas a partir do momento que o martelo foi batido e a decisão tomada, torci para que nós fizéssemos a melhor Olimpíada da história. Comprei ingressos para meus filhos e para minha mãe, talvez tendo a única oportunidade de suas vidas de assistirem uma festa tão grandiosa. Acompanhei cada esporte que pude pela televisão. Chorei pelos eliminados, comemorei pelos medalhados. Fiquei feliz cada dia que via o Rio de Janeiro acordar uma cidade maravilhosa, com o friozinho ensolarado do inverno, com sua paisagem única e encantadora, abençoado pelo Cristo e bonito por natureza. Mas que beleza!

IMG_20160806_150828590Todos somos Olímpicos, não tem idade!

Fui Marta, Serginho, Neymar, Alison e Martine Grael. Saltei com o Nory, me pendurei com o Zanetti, remei como um louco no barquinho do Isaquias, soquei com o Róbson, nadei com a Poliana, comemorei a minha, a nossa Olimpíada. E andando pelas ruas, pelo Boulevard Olímpico, pelo Parque de Deodoro, de trem, de ônibus, de barca, o que vi foi alegria e um orgulho de ser brasileiro que não se via desde que os políticos perderam de vez toda decência e que nossa seleção foi sacudida por sete mísseis alemães. O verde-amarelo voltou para a moda, o sorriso fazia parte do vestuário, tanto dos brasileiros como dos estrangeiros, encantados com tanta brasilidade explícita, aquilo do que mais nos orgulhamos.

E que festa dos gringos, incrédulos com tudo que viam. Nossa torcida e vibração são únicas e contagiantes. Pergunte ao Bolt porque ele comemorou tanto a vitória do Brasil no futebol… ele, como tantos outros famosos e anônimos já estavam se sentindo em casa, e com a aproximação da partida, já sentiam no peito a tão brasileira saudade.

IMG_20160806_151709431_HDRAustralianos “aquecendo” antes de entrarem no estádio.
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O céu estava tão lindo que ninguém nem reparou os 26×0 que o Brasil tomou no Rugby! A Bandeira do Brasil tremulando no torcedor mostra que o importante é competir – e se divertir.

E fizemos bonito até nas câmeras, por via satélite e em tempo real para todo o mundo. Tudo bem que os guarda-vidas nas piscinas foram meio ridículos. Tudo bem que nem tudo saiu perfeito, milimetricamente calculado. Os “do contra” não contavam com nossa astúcia. Conseguimos fazer festas de abertura e encerramento encantadoramente com a nossa cara. Impossível ser mais brasileiro. Porque as cerimônias deram o tom do nosso país: grandioso, mas improvisado, lindo, mas econômico, receptivo, alegre, colorido, barulhento, musical. Deu gosto de ver os gringos batucando com os voluntários, que tiravam selfies com os passistas, que se encantavam com os gringos, tudo junto e misturado.

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Boulevard Olímpico cheio de gente!

Tem jeito não… As Olimpíadas passaram no tempo, mas não na lembrança, e esta vai ficar na memória por muito tempo… como a Olimpíada da Alegria, a Olimpíada do Brasil, que reergueu nosso orgulho e nossa crença.

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Claro que fui ver a pira!!! Candelária no fundo!

ps – não concorda? Não comente, por favor. O momento é de alegria, vamos comemorar. Guarde a desesperança para si.

Uma tarde caçando Pokémons

O Campo de São Bento é a principal área verde de Icaraí, bairro tradicional de Niterói. Lá, sob a sombra de suas árvores, crianças correm, jovens namoram, adultos se exercitam e todos podem desfrutar de momentos de relaxamento em meio a natureza. Nos finais de semana uma feira de artesanato e de bike foods lota o parque que se torna um divertido formigueiro humano.

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Recentemente um estranho fenômeno começou a acontecer. No meio da semana, em horários geralmente vazios, o Campo de São Bento está ficando lotado. Mais estranhamente ainda o público é formado prioritariamente por jovens, a maioria acima dos 15 anos. Eles se espalham pelo coreto, pelos bancos, pela área dos vovôs, estão por todos os lados. O ponto em comum? Todos tem olhar atento em seus celulares, em busca de oportunidades de caça. São caçadores de Pokémons.

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A estratégia da fabricante do game é boa. Talvez seja a primeira vez em muito tempo que estes jovens – dentre eles o meu filho Kim, de 12 anos – pedem voluntariamente para caminhar na praça e circular, pois além de caçar Pokémons, precisam “chocar os ovos”, que, espertamente, só podem ser chocados com o caminhar do proprietário do celular… ou seja, um convite para o movimento.

E subitamente a turba parece ter sido tocada por algum cowboy misterioso, pois todos se levantam e começam a caminhar. O que procuram? Pergunto ao meu filho que partilha do mesmo frenesi.
– Apareceu um Dragonair! Apareceu um Dragonair! Vamos lá!
E desaparece no meio da turba em busca do Dragonair, que eu nem mesmo sei o que é. O jogo estimula a andar, correr e até mesmo interagir, pois todos que estavam ali tinham a mesma chance de pegar o Dragonair com suas pokebolas virtuais.
Mantenho meu passo, mas meu filho logo retorna – novamente junto com a multidão.
– Não é para lá! Alarme falso, é para o outro lado!
Rapazes e moças, meninos e meninas, gente da minha idade, mãe com filhos, todos fazem parte da busca louca. Até que de repente ouvimos um grito:
– Uhuuu! Peguei!
A massa se desloca então com velocidade dobrada, tentando aproximar-se do feliz novo proprietário de um raro Dragonair. Todos teclam alucinadamente em seus celulares, tentando capturar o dragão.

“Calma, dá para todos”, parece dizer o jogo. Realmente é assim, mas nem todos tem a habilidade para capturar o monstro de bolso, o que faz com que rostos alegres se alternem com olhares desiludidos.

IMG_20160805_173546840Caçador em ação.

Pouco a pouco todos esgotam suas tentativas e retornam ao ponto de partida, aguardando o surgimento de um novo Pokémon raro, que mereça a caminhada frenética. E lá vou eu junto!

APA de Marapendi

Acabei de assinar esta petição — Transformar a à rea de Preservação Ambiental de Marapendi, na Barra da Tijuca (RJ), em Parque Municipal.

Você quer se juntar a mim?

Clique aqui para saber mais e assinar: http://www.avaaz.org/po/petition/Transformar_a_Area_de_Preservacao_Ambiental_de_Marapendi_na_Barra_da_Tijuca_RJ_em_Parque_Municipal/?kAuPgbb

http://migre.me/dqKDT

Abaixo Assinado em favor do Primeiro Museu do Índio

http://www.defender.org.br/abaixo-assinado-o-brasil-quer-salvar-o-museu-do-indio-do-brasil/

*Aqui o parente José Guajajara falando pela sua etnia na Aldeia Maracanã (Foto:  Zezzynho Andrady)

ALDEIA MARACANÃ (Síntese histórica)O governo do Rio de Janeiro está querendo retirar os indígenas da Aldeia Maracanã e por abaixo o casarão que foi o primeiro Museu do Índio, construído em 1862 para dar lugar a um estacionamento para o estádio…Destruir a Cultura e o Patrimônio Histórico para isso!
para os que acham que a luta pela sua preservação é só capricho de meia dúzia de índios e eco-chatos, como já foi dito aqui por alguns neo-fascistas
Aldeia Maraca-Nã e sua Importância como Patrimônio Brasileiro – Terreno de 14.500m2 doado pelo Duque de Saxe em 1865 para ser um Centro de Pesquisa e Referência Indígena e Sementes Nativas e Caboclas. Em 1910, o Marechal Rondon cria lá o SPI (Serviço de Proteção ao Indio). Em 19/04/1953 Darcy Ribeiro cria ali o primeiro Museu do Indio da América Latina e o Dia Nacional do Indio. Nela foi oficializado o Parque Nacional do Xingu. O prédio tem uma arquitetura histórica de “Art Nouveau” e teve ilustres presenças para a história do Brasil e do Mundo, que passaram ali. O prédio é tombado pelo patrimônio histórico, por ser construído antes de 1937. Desde 2005 ocorre ali uma ocupação indígena com mais de 15 etnias. E, inconstitucionalmente, o Estado do Rio está querendo demolir para transformar num shopping (na verdade um estacionamento – grifo meu) para a Copa do Mundo.
De: Rafael Aldeia Maracanã Rodrigues

Uma homenagem a Selarón. Repost de 2008

Selarón faleceu ontem. O Rio a partir de hoje ficará menos colorido, menos alegre, menos vivo.
Reenvio este post da visita as suas escadarias, lugar que ele transformou apenas pela força da arte.
Altamiro

O Rio de Janeiro continua lindo. E como toda metrópole, tem alguns segredos guardados, muitas vezes mais conhecidos pelos turistas do que pelos próprios brasileiros. Um destes segredos está ali, entre a Lapa e Santa Tereza, região do centro, famosa pelo antigo Aqueduto da Carioca, inaugurado em 1750, hoje conhecido como Arcos da Lapa, que é percorrido por um bondinho, também ele reminiscência de tempos em que se amarrava cachorro com lingüiça.

DSC06541 Olha os Arcos aí, gente!!!

Pois ali, encravado em uma área onde é tão fácil encontrar turistas quanto no aeroporto, se esconde a Escadaria Selarón. Tudo bem se você nunca ouviu falar dela, e nem sabe o que é esse tal de Selarón. Na verdade, Selarón é o nome de um chileno daqueles “malucos-beleza”. Artista plástico que rodava o mundo, se encantou com a boêmia da Lapa, e aqui ficou. Como não tinha muito o que fazer, mas a criatividade estava mil, começou a transformar banheiras em jardineiras, ao redor de uma escadaria que leva ao convento de Santa Teresa. Bonitinho, mas não deu ibope. Aí ele começou a revestir os 215 degraus da escada com azulejos. Sim, 215 degraus!

DSC06552 Kim na escadaria

Como o lugar é point de descolados, bacaninhas e diferentes de todo o mundo, Selarón fez fama e virou ponto turístico. Muitos dos azulejos foram feitos por ele, com técnica de cerâmica, mas outros vieram de todos os lugares do globo. Encontrei azulejos portugueses, americanos, gregos, italianos, japoneses, russos, australianos e até seilaoques (uma língua esquisita, não entendi nada…) .

DSC06560 Selaron, de chapéu e bermuda vermelha, dando entrevistas.

A escadaria tem duas áreas bem definidas. A central é predominantemente verde-amarela, uma homenagem a pátria adotiva. As laterais são vermelhas, mesma cor das bermudas, sandálias e bicicleta que o artista bigodudo sempre usa. Coisa de artista.

DSC06561  Banheiras-floreiras cobertos de azulejos.

É bonito lá, mas o mais incrível é imaginar o poder de transformação que um único homem é capaz de ter. É lógico que nós também temos este poder, ainda que não nos demos conta. Um único homem, com paciência, boa vontade, trabalho e uma idéia simples, se transformou, não só em uma atração turística em um lugar cheio de atrações como o Rio, como em uma referência mundial. E nós, será que não conseguimos fazer o mesmo? Nos transformarmos em uma referência ao menos para quem está próximo de nós? Pausa para a reflexão.