Cachoeira do Jaspe – Venezuela… Pura Energia!
O jaspe é uma pedra vermelha, viva e que desde a antiguidade está ligada a energias positivas. Citada na bíblia esta pedra tinha significado especial para os judeus que acreditavam que ela havia sido a primeira pedra fundamental de Jerusalém. Para os místicos o jaspe afasta os demônios, garante um casamento harmonioso, um parto bem aventurado e uma intensa energia.
A pedra bruta, vermelha, no piso da cachoeira, hoje seca pela falta de água.
Se tudo isso é verdade ou se é pura balela eu não sei. O que sei é que é uma pedra muito bonita, linda mesmo. E imagine uma cachoeira em que o piso é todo de jaspe! Assim é a cachoeira venezuelana que tem o nome da pedra.
O período de seca, embora diminua o volume da água, destaca o vermelho, que assume tons diferentes se está na sombra ou diretamente sob o sol. A tentação é tão grande que uma placa avisa: “É proibido arrancar o jaspe”.
Bonito mesmo! E diferente! E se é tão energético quanto a lenda… um banho na Cachoeira do Jaspe é igual a uma caixa de viagra!!! Pode conferir!
Detalhe do piso, sob a água.
2 comments 23 janeiro, 2010
A realidade sobre Roraima… É pura balela a “carta da doutoranda”…
Amigos,
Há algum tempo recebi do meu amigo Parrudinho uma mensagem com o título: “Carta de um Engenheiro”, que teoricamente queria esclarecer a verdade sobre a situação do suposto domínio americano em Roraima. Ele queria saber da veracidade da notícia. Depois, preocupados vários amigos me enviaram a mensagem, dentre eles meu irmão Arnaldo e minha querida Aline. A carta no meio do caminho deixou de ser de um engenheiro e se tornou “Carta de uma Doutoranda”… mas o teor fascista e terrorista se manteve. A todos amigos eu respondi explicando os detalhes das acusações infundadas. REcebi mais uma vez este e-mail e resolvi postar aqui a resposta, que pode esclarecer a verdade para muita gente. Dúvidas? Entrem em contato comigo.
Abraços, Altamiro
Resposta a “carta da doutoranda”
Amiga,
esta é mais uma das lendas qeu circula na internet. Já recebi duas vezes como sendo escrita por um engenheiro e agora vem como escrita por uma
doutoranda… ai, ai…
É impressionante como tem gente que escreve besteira. Infelizmente, por trás de um discurso bem articulado, tem muita baboseira, além de um capitalismo explícito e de indiofobia mais explícita ainda.
Olha só. O cara começa bem, descrevendo a situação do funcionalismo público de Boa Vista. Faz parecer ter uma visão geral, despida de preconceitos. Aí ele começa a viajar…
A questão da reserva indígena Waimiri Atroari é parcialmente real. Todo o território no caminho de Manaus para Boa Vista era território destes indígenas, valentes e que responderam ao morticínio dos seus povos da forma que podiam, com atitudes valentes e violentas (para quem defende a expulsão dos indígenas de suas “enormes terras” sugiro a leitura de algum dos livros do Professor Darci Ribeiro, homem acima de qualquer suspeita). Dentro do processo de negociação/expulsão, os índios ficaram com a atual terra. Lógico que quando resolveram fazer uma estrada em seu caminho, algumas concessões foram feitas. Uma é esta: horário controlado. Já passei por lá “fora do horário” e não pude seguir viagem. Apesar disso, não é tão complicado a passagem, pois os ônibus passam sem problemas. O que eles querem é evitar alguém parando em sua terra e ficando para caçar ou qualquer outra atividade, o que considero justo.
Esta questão dos estrangeiros autorizarem é lenda. Se eles entram mais a vontade, isso eu não posso dizer, mas que a autorização é apenas dos indígenas e da funai, isso é fato. A burocracia da Funai existe em todos locais. Não é fácil entrar, porque as terras indígenas não são pontos turísticos, e sim local de moradia, trabalho e vida destas populações.
Os indígenas aqui falam diversos idiomas. Além de seu idioma nativo (somente os Macuxi e Wapixana não utilizam quase o idioma próprio, embora esteja sendo reintroduzido), a maioria fala português e outras línguas de povos limítrofes. Além disso, indígenas da região da fronteira com a Guyana naturalmente falam inglês – como os não indígenas também o fazem. Indígenas da fronteira com a Venezuela falam espanhol – como os não indígenas também o fazem. Bandeiras inglesas e americanas em reservas indígenas, nunca ouvi falar e nunca vi. Eu e minha esposa juntos já conhecemos aldeias Tikuna, Matis, Korubo, Marubo, Kanamary, Kaiapó, Xikrim, Yanomami… e nunca vimos nada disso, e nunca ouvimos falar dentre todos nossos muitos amigos que trabalham em aldeias. Nem mesmo aqui, onde tenho contato com gente que trabalha em aldeias Yanomami, Sanumã, Xiriana, Xirixana, Yekuana, Ingarikó, Macuxi, Wapixana, Patamona e Wai Wai.
Quanto a senhora que vende sucos de frutas na rodoviária de Mucajaí, cidade de menos de 12 mil pessoas, vou ser sincero… Leia a frase…
‘Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde
iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa’.
Não quero estar parecendo preconceituoso ou arrogante, mas… Em Brasília, Rio ou São Paulo você imagina uma vendedora ambulante comentando de faixa para curdos? Eles sabem o que é curdo? Posso estar sendo preconceituoso, mas diria “É ruim!”. Quero conhecer esta senhora tão informada… ou para mim vai ser uma lenda maior do que a do ET de Varginha.
As áreas demarcadas podem ter nome de nação indígena em qualquer lugar, menos no Brasil. Aí o autor que começou light, para parecer despreconceituoso, começou a jogar um veneno, agora pega pesado. Os indígenas possuem Terras Indígenas.
Os americanos realmente podem construir base na Colõmbia. Queriam construir em Alcântara, Maranhão… Mas daí a imaginarmos o tempo todo
uma teoria de conspiração, acho que é exagero. E de qualquer forma, não são os índios que facilitarão ou prejudicarão isto. E com certeza
eles não venderão as terras onde vivem, afinal as terras indígenas são da União, tendo eles somente o usufruto. Diferente dos arrozeiros, que
querem se arvorar donos de terras da união e que, com certeza não teriam nenhum escrúpulo para vendê-las, dependendo apenas do número de
notas colocadas sobre a mesa.
Quanto a fiscalização nas fronteiras…. Não vi nenhuma fiscalização na fronteira com a Guyana. Nem para brasileiro, nem guyanense, nem para ninguém,
simplesmente não há. Já na Venezuela, há muita fiscalização. Fiscalizam brasileiros na Venezuela e venezuelanos no Brasil. Eu vi.
Agora com a ponte entre Bonfim e Lethem (BR x Guyana) sei que a fiscalização começou e vai se intensificar.
De resto, realmente tenho muito a lamentar em relação a este povo que não tem mais o que fazer do que inventar terrorismo psicológico. E
sim, sou a favor, radicalmente da marcação integral da terra indígena Raposa Serra do Sol. Nada me convencerá do contrário.
Altamiro Vilhena,
Médico morando em Boa Vista, RR desde junho de 2008
Placas de inauguração da ponte sobre o Rio Tacutu, que separa Brasil da Guyana. Neste dia a ponte seria inaugurada pelos presidentes dos dois países.
ps – O texto que deu origem a esta resposta você pode ver no final da página
2 comments 19 janeiro, 2010
Luto… O Haiti é aqui…
País sui-generis. Primeiro a ser inependente nas Américas. Nação parida de sonho que se tornou um pesadelo em terra. Fome, violência, desgoverno fizeram necessária a intervenção da ONU, afim de tentar, ao menos, minimizar os fortes problemas sociais. Mas há tanto a fazer que as vezes é difícil imaginar por onde começar. Reconstruir um país.
Se já não era fácil, imagine agora. Muitos mortos, milhares. Alguns deles, brasileiros, tunisianos, chineses, europeus que estavam lá com o ideal de ajudar. Não me convenço que algum militar estava lá só por dinheiro. Ninguém encara uma vida desta, ainda que temporariamente, por dinheiro somente. Cada um tinha, com certeza, dentro de si a vontade de ajudar ao menos um pouquinho aquele povo tão sofrido. Cada um tinha a vontade de fazer a diferença.
Neste país, onde a embaixada brasileira é chefiada por um escoteiro, Igor Kipman, muitos voluntários brasileiros estão lá apenas pelo ideal cristão de SERVIR: ANDI, UNICEF, Viva Rio, UNICAMP são alguns dos órgãos representados oficialmente no Haiti. Mas o que faz com que um país já tão devastado moral, social e financeiramente seja vítima de tal calamidade? Se os EUA, nação mais poderosa do mundo hoje sofreu com o Katrina, o que dizer de um país que jã não tem muito além da solidariedade de outros povos.
E nesta calamidade dentre os que deixaram seu vigor e sua energia em plena luta pela melhora do mundo estava a Zilda. Dra. Zilda Arns, Akelá Zilda, pediatra, escotista, voluntária, pacifista, humanista, criadora e luz da Pastoral da Criança. Difícil falar sobre alguém que, mesmo sem se conhecer pessoalmente tem alma e espírito conhecidos por todos. Alguém que é irmã de todos, que é mãe de todos, que é próxima a todos.
Tive um plantão especialmente difícil hoje. A energia estava carregada, tensa, e não sabia o porque. Agora sei. Que todas nossas orações sejam no sentido de trazer coisas boas para o Haiti. Que depois desta grande calamidade venha uma grande bonança. Que a energia de tanta gente boa fique por lá, ajudando a fazer deste pequeno país uma grande nação.
Paz e Luz!
Altamiro
Add comment 14 janeiro, 2010
Frescolita, refrigerante de cola venezuelano. Sabor de remédio…!
Refrigerante de cola sempre me faz pensar em coca e pepsi, assim achei estranho quando vi que na Colômbia a Coca-Cola fabrica a Frescolita. Seria uma variedade local como o Guraná Jesus no Maranhão ou o Inca Cola no Peru, que na verdade nada tem a ver com seus homônimos???
Na verdade não cheguei a conclusão do porque a Frescolita é um refrigerante de cola. A cor é de abóbora. O gosto… bem, não tenho idéia. Alguns amigos acham que o gosto é de xarope infantil com gás. O cheiro me lembra um pouco aqueles desodorantes baratos antigos… Imagine! Refrigerante com gosto de desodorante… Talvez, se tivesse crescido tomando Frescolita, que ano passado completou 50 anos, eu habituasse. Talvez…![]()
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Add comment 12 janeiro, 2010
Capitiana, a rede de Roraima
A rede é grande, feita de tiras de couro, mas muito confortável. Esta rede se chama Capitiana e, embora não caiba em qualquer mochila, é ideal para a varanda de casa… É bem tradicional em Roraima, herança do tempo do gado.
1 comment 5 janeiro, 2010
Que façamos ótimas caminhadas em 2010 – Feliz 2010!
Pode ser lido abaixo ou “lido” na foto
Ideal para ser lido ouvindo Renato Teixeira – O Maior Mistério
Mais um ano se inicia. Pensar no tempo que terei diante de mim é como olhar uma estrada que terei que percorrer.
Ao longe não sei ao certo onde vou chegar. Parece até que a estrada não tem fim, mas sei que a medida que caminhar poderei perceber que o caminho continua. Sempre.
As curvas escondem o que virá adiante, mas “não tenho planos definidos e não faço questão de saber onde vou chegar. O caminho é minha meta”. Atrás da curva pode existir um abismo assustador. Também pode haver uma linda cachoeira, e sou eu que escolherei para que lado olhar.
Em meu caminho poderei encontrar doutor, louco ou santo. Poderei ouvir discussões sobre isto e sobre aquilo, mas a única certeza que tenho é que, nunca sairei pela mesma porta por onde entrarei.
Como sempre ocorre, este ano irei pegar alguns atalhos. Alguns vão encurtar meu caminho, outros me deixarão perdido, mas me mostrarão outros olhares e me farão provar novos sabores, afinal, “caminho, só se faz andando, então vez em quando é bom se perder”.
Nesta caminhada sei que nunca estarei só. Deus sempre está comigo. Sua presença é tão constante, que enxergo o “EU” dentro de D”EU”S. Meus amigos também estarão comigo. Você estará comigo. Meu mais novo velho amigo e meu eterno amigos de sempre.
Alguns de vocês seguirão comigo por todo 2010. Alguns se despedirão de mim para seguir seus próprios caminhos, mas me alegro com isso pois “as despedidas são sempre o primeiro passo para novos encontros”. Outros vão seguir seus caminhos mas nos encontraremos para nos refrescarmos a beira do rio ou empurrarmos um carro atolado na lama.
Lembre-se que se nossa energia nos aproxima muito mais do que nosso corpo físico e só de pensar um no outro já estaremos juntos. Sempre juntos. Agora falta pouco. O ano vem chegando e já começo a caminhar.
Que façamos ótimas caminhadas em 2010! E que o Deus que vive em você sempre conduza seus passos!
Beijo no coração de cada um,
Altamiro
A respeito deste texto:
Já passou o Natal e ainda não sabia o que escrever para vocês. Hoje, indo a Cachoeira do Jaspe, enquanto dirigia pela Gran Sabana venezuelana o caminho era tão lindo, com os campos sem fim e o Monte Roraima ao fundo, que Makunaima me inspirou e em pensamento escrevi este pequeno texto que expressa bem o que senti, sinto e desejo a você.
Grande abraço, Alt
Obs: algumas frases há muito tempo me inspiram e se encaixaram enquanto me deliciava com a visão do Monte Roraima. Como não são minhas, deixo abaixo o texto integral de cada uma.
* “Sempre pensei em despedidas como o primeiro passo para novos encontros” Sonia Bridi – livro:Laowai
* “O bom viajante não tem planos definidos e não faz questão de chegar” Lau Tsu
* “O caminho é a meta” Tao
* “Eu mesmo, quando jovem, frequentei continuamente Doutor e Santo, e ouvi grandes discussões sobre isto e sobre aquilo: mas nunca mais saí pela mesma porta por onde havia entrado” Poema Afegão
* “Caminho se conhece andando então vez em quando é bom se perder” – Chico César – música Deus me Proteja
Foto: Lídia Pantoja
7 comments 30 dezembro, 2009
Monte Roraima – Primeira Visão
Bem dentro da velha e conhecida série “da primeira vez a gente nunca esquece” hoje tive o privilégio de ver o Monte Roraima. Gente, é muuuuito bonito, majestoso, grande, imponente. Faltam os adjetivos. Imponente, na Gran Sababa, os campos que parecem sem fim e que se espreguiçam de Roraima a Venezuela e a Guyana fazem a moldura perfeita para a morada de Makunaima.
1 comment 29 dezembro, 2009
Impressões do que ouvi… Teatro Mágico em Roraima!
Teatro Mágico. TE(Te-te)-a(a-a)-tro(tro-tro) Má(má-má)-gi(gi-gi)-co(co-co)! Respeitável público! Leitores Fiéis e Infiéis. Apaixonados por música, canto, circo e performaaaaaaance! Este é o seu show. Este é o seu ES PE TÁ CU LOOOOO!!!
E foi bom para caramba… ou como diria a dona Ju. Foi um expequitáculo de mutcho bom gostcho! Minino, já vi coisa boa, mas este expequitáculo, visse, é maganífico.
E sem dúvida enquanto eu respirar, vou lembrar deste show.
Nem preciso dizer mais nada.
Acessem o site! Baixem o CD para escutar! Baixem o DVD para assistir! Baixem as fotos para espantar artistas de mídia duvidosa, pois o Teatro Mágico é, antes de tudo, um legítimo representante da MPB – Música Para Baixar!!! E vamos baixar, divulgar e contar para todo mundo que é bom, é bom, é muito bom!!! http://oteatromagico.mus.br/
Minhas primeiras fotos no celular! Até que ficou legal!
Add comment 21 dezembro, 2009
Dão, a “maçã de pobre” . Você conhece esta fruta, popular em Roraima?
Este é o DÃO. Pequeno e simples como o nome. Muito comum em Roraima, é conhecido como “maçã de pobre”. E ele parece mesmo uma pequena maçazinha verde. Sua consistência também lembra a da maçã, embora seu gosto seja menos definido.
A favorita dos roraimenses é a verdinha, mais ácida e crocante. Na medida que o dão amadurece no pé, ganha um gosto adocicado enjoativo, e fica meio “molenga”, não tendo a mesma graça, e o pessoal não gosta tanto.
Para as crianças, uma fruta ótima, repleta em vitamina C, cabe certinho na boca, e o pequeno caroço não costuma atrapalhar. Não costuma, mas pode… outro dia tinha no hospital um menino esperando a remoção endoscópica de um caroço de dão… Para criança de olho grande, Dão é um prato cheio!
1 comment 19 dezembro, 2009







