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O mundo visto de cima

Tudo bem, o título não é novo, nem mesmo a ideia… Mas eu AMO fotos aéreas, pois juntam o que eu gosto… voar (que é sinônimo de viajar), lindas paisagens e a perspectiva de ver o mundo sob outra ótica.

Seguem então algumas fotinhos que fiz recentemente…

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Porque o Rio continua lindo…

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Ponte Rio Niterói… Que junta a cidade maravilhosa com a cidade onde orgulhosamente nasci! Niterói.

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Manaus… porque no meio da floresta colocaram uma cidade!!!

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Guarulhos…  porque todo mundo precisa de um hub para viajar!!!

Cada qual com sua beleza… Qual sua favorita?

Impressões Amazônicas 94 – O começo da viagem

Eis que não há nada mais abaixo de nós além da imensidão verde. Mais verde. Mais e mais verde. Por muito tempo voamos sobre um mundo em que o verde só é interrompido pelos riscos castanhos dos rios. A imagem impressiona minha retina e me percebo pensando na grandeza da Amazônia, quando de repente percebo uma cicatriz na mata. E outra, e outra, e outra que se juntam formando uma grande ferida que logo se torna o que é… uma cidade. Tabatinga, a maior da região do Alto Solimões, por onde o rio Solimões, maior formador do Amazonas entra no Brasil, deixando para trás águas peruanas e o nome Maranón.

Este texto faz parte das Impressões Integrais 94. Clique aqui para ler na íntegra!

Fotos Aéreas do lavrado de Roraima

O privilégio de voar nesta região do Brasil é uma dádiva. Agradeço a cada vôo e me sinto abençoado por estar fluindo em paisagens tão bonitas.

IMG_5675Época de cheia: os rios transbordam vida e invadem os campos que os aprisionavam.

 IMG_5695 Contraste: Morro, rio, alagado, nuvem… este é o lavrado

   IMG_5691 Água para todo lado. Bom para as garças que se multiplicam e para os olhos, que se maravilham.

O primeiro vôo em Roraima – Vista aérea do lavrado

O vôo é um deslumbre. É uma pena que a janela do avião tire um pouco as cores, e uma tristeza que com mil palavras eu não possa descrever a beleza da região, a mais bonita em que já voei. Tentei mostrar o que vi em cerca de 200 fotos, mas elas não dão idéia da amplitude, da grandeza, do todo. Por isso já dizia o poeta “para ser grande, sê inteiro”.

Levantamos vôo já sobrevoando a boa vista do rio Branco, maior que a cidade que cresce as suas margens. Depois vem o lavrado. Um tapete verde claro, recortado por rios que riscam longas listas com o verde escuro de suas margens repletas de buritizais e preenchido, nesta época, por lagos, lagunas, laguinhos e lagões, que refletem o sol da manhã formando um lindo mosaico esculpido por Deus.

Não há cidades , mas vejo uma casa aqui, outra ali. Uma pequena aldeia, com 4 ou 5 casas. Novamente o nada e mais uma casa. Casa no meio do nada. Me pego pensando em quem mora ali, como se mora ali e como deve ser viver, ou melhor, sobreviver, sem tudo que conhecemos… sem energia, sem celular, sem farmácia, sem sorvete… Apenas a casinha, na beira de uma serra que deve garantir ao mesmo tempo o mercado, a farmácia e o material de construção. Os avós de nossos avós deviam saber ler este “manual da natureza”, que nós nem sonhamos conhecer.

A interferência humana logo chega, desviando rios, traçando estradas. Está lá. As plantações de arroz. Não vou entrar na polêmica do que o General Heleno não conseguiu vislumbrar, mas só lembro que o indígena, fora de sua terra, não é mais ninguém, se torna alguém a margem da sociedade. Um pária engrossando as fileiras dos miseráveis, e que vive em um mundo interno diferente: outra língua, outros costumes, outras tradições, que impedem que seja “somente” um miserável.

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Plantação de arroz no meio da Area Indígena.

Mas o vôo está lindo demais para que as reflexões sejam tão sombrias. O plano logo se desfaz. Pequenas elevações aqui e ali, e ao longe serras, que um pouco além (não cheguei lá) formam o famoso Monte Roraima. Parece o Google Earth, mas é real. De cada serra escorrem rios cor de prata, ora passeando por entre pedras, ora caindo livres, como na imensa Cachoeira do Tamanduá, com desnível e volume de água grande suficiente para no seu futuro estar uma hidrelétrica.

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Esta foto de um planalto em Uiramutã parece ter saído do Google Earth.

Voando em Roraima… Tudo seco onde era tudo verde!

Aguardo o vôo rumo a área indígena Raposa Serra do Sol. A organização aqui parece boa. O vôo sai no horário e tudo é ágil. Apesar disso sei que no começo vou estranhar, pois tinha grande confiança na PEMA de Redenção. Quantos vôos com Everardo, Mário, Fernando, Marcelo, Júnior e com o Yuri, que voava conosco no monomotor da Funasa.

Vamos a Comunidade Mapaé. Para os que seguem as IA no Google Earth:

N 05º07’48.2

W 06º03’51.34

Está tudo seco. É a primeira impressão que tenho do vôo. O solo é monocromático com buracos escuros onde haviam lagoas.

O céu, fechado, abre uma janela oferecendo a visão do rio Uraricoera. O piloto me informa que vamos pousar próximos do Monte Roraima e começo a rezar para o tempo abrir. Nos aproximamos das serras e me sinto como vendo google earth… em uma poltrona que balança um pouco mais.

Pousamos, mas o Monte Roraima não abriu… Sem fotos : (

Posto então fotos de dois vôos para a região da Serra do Sol. O primeiro na época de chuvas e outro agora, com tudo seco!

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