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Orla Taumanan – Beira do rio Branco

Estas fotos são da Orla Taumanan, local onde as pessoas vão a noite para pegar a brisa do rio enquanto comem peticos e tomam cerveja. É um lugar bem legal, gostoso de passear, apesar do sol equatorial inclemente.

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Esta foto dá idéia da altura, não? Vejam onde está a marca “normal” da água na cheia. Imaginem que na cheia do ano passado ficou tudo literalmente embaixo da água. O rio subiu…

Imagens de Boa Vista 2 – o rio Branco

Muita gente confunde Boa Vista com Rio Branco, capital acreana devido ao nome do rio que banha a cidade, o rio Branco. 
A capital acreana tem seu nome devido ao Barão de Rio Branco, e é banhada pelo rio Acre (veja a história em Onde está o rio Branco?).

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Boa Vista, as margens do rio Branco. Ao fundo a ponte dos Macuxis, na estrada que leva a Venezuela.

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A cidade se espalha sem prédios, o que ainda garante uma brisa do rio. O futuro será quente, pois os prédios pouco a pouco começam a brotar.

O dia que o Deus da Natureza chorou e “molhou tudo lá embaixo”

Hoje ouvi uma história que não consegui dizer se era real ou invenção de quem contou. Tanto em um quanto em outro caso, ela se torna tão pertinente que não posso deixar de partilhar com vocês.

Minha esposa está dando aula para indígenas que fazem parte do curso de graduação específico para eles, que acontece na Universidade Federal de Roraima. As aulas são ligadas a questão alimentar. Durante uma aula de Segurança Alimentar discutiam a questão da preservação da natureza quando um dos alunos, que é professor em aldeia, contou o que aconteceu na semana passada quando conversava com uma criança que havia visto a calamidade do Rio na televisão.

– Professor, já sei porque a chuva matou tanta gente lá no Rio de Janeiro.
– Porque – perguntou ele?
– Porque a Natureza foi falar com o Deus da Natureza e contou o que estava acontecendo com ela, como estava sendo maltratada. Disse que os morros são sagrados e não poderia haver tanta gente morando naquele lugar. Isto deveria ser respeitado pelos homens.

O Deus da Natureza ficou triste e começou a chorar. Mas ficou tão triste que chorou muito e suas lágrimas desceram com muita força derrubando tudo e enchendo os rios lá embaixo.

Uma pequena curumim já conseguiu entender… nós talvez também já tenhamos entendido… Mas quando será que agiremos?

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O rio Branco quando sobe alaga muitas casas e a cena é esta… apenas os telhados de fora… Calamidade como no Rio de Janeiro

Gordinha da Maternidade

Uma das estátuas mais legais que encontrei em Rio Branco é a da “gordinha da maternidade”. Tudo bem, o nome oficial não é esse, mas este, mas é assim que ela é conhecida. Amada por alguns, odiada por outros, ela não tem como passar despercebida.

Eu achei um charme!

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Dados da obra:
Autora: Eliana Kertész
Instalada pelo governo do Acre na entrada da Maternidade Bárbara Heliodora: uma adolescente carrega bebês nas costas, na barriga e no pensamento.

Final da Tarde as margens do rio Acre, em Rio Branco

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Entardece quando volto do Centro, onde conheci a Catedral e o Palácio do Governo, abertos para visitação. O céu começa a desbotar e resolvo apreciar a despedida do dia na última sombra da gameleira. Ao longe os carros atravessam a ponte. De um lado pequenas canoas deslizam pelo rio ao mesmo ritmo que as pessoas caminham no calçadão para manter a forma. Por cima de todos uma enorme bandeira do Acre tremula. Não está no meio do caminho, mas é o “caminho do meio”, estado que tenta mesclar preservação e desenvolvimento, futuro e passado, segurança e inovação. Tomara que possa se tornar um exemplo para todo o país.

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Atrações de Rio Branco

As margens do rio uma centenária gameleira testemunha o presente vivo sem esquecer do passado, preservado no casario reformado que dá aspecto de túnel do tempo ao calçadão que percorro no final da tarde.

10 08 Acre (20) Eu “batendo papo” com o poeta Juvenal Antunes. Uma de suas poesias mais famosas começa assim:
”Bendita sejas tu, preguiça amada, que não consentes que eu me ocupe em nada” Viva o poeta!

A memória do passado está bem guardada em diversos museus espalhados pela cidade. O da Borracha conta a história dos “soldados da borracha”, dos criador da União do Vegetal e de um tempo que dinheiro pouco era bobagem por aqui. O dos Povos da Floresta mistura cultura indígena, ribeirinha e as lendas amazônicas.

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Casa dos Povos da Floresta e Cobra Grande…

O Memorial dos Autonomistas conta de tempos de guerra e de independência. E a biblioteca, além de oferecer livros e vídeos tem exposições permanentes e temporárias. E para o futuro já teremos mais, pois o estado se prepara para construir o maior planetário da América.

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Biblioteca da Floresta

Impressões de Rio Branco

              Rio Branco é “budista”, busca o “caminho do meio”. O novo e o antigo se misturam e a calma se mescla a agitação de uma cidade em crescimento. No Centro o rio Acre desliza tranqüilo, esperando a próxima chuva que pode fazer com que perca a paciência e esqueça que está preso em suas margens. Carros atravessam antigas pontes metálicas, mas pensando nas pessoas e nos ciclistas uma passarela também cruza as águas escuras do rio que batiza o estado.

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