Arquivo da tag: Música

O Rio tem destas coisas…

O Rio tem coisas que mais nenhuma cidade tem…. No início de dezembro estava andando entre a Praça XV e o Aeroporto Santos Dummont, meio triste, já repleto da saudade de despedida, quando de repente me deparo com esta alegria, esta animação, esta vida e estes sorrisos temperados por música muito animada. O que fazer além de me alegrar, fotografar e filmar, agradecendo pelo privilégio?

Anúncios

Impressões do que ouvi… Teatro Mágico em Roraima!

Teatro Mágico. TE(Te-te)-a(a-a)-tro(tro-tro) Má(má-má)-gi(gi-gi)-co(co-co)! Respeitável público! Leitores Fiéis e Infiéis. Apaixonados por música, canto, circo e performaaaaaaance! Este é o seu show. Este é o seu ES PE TÁ CU LOOOOO!!!

E foi bom para caramba… ou como diria a dona Ju. Foi um expequitáculo de mutcho bom gostcho! Minino, já vi coisa boa, mas este expequitáculo, visse, é maganífico.

E sem dúvida enquanto eu respirar, vou lembrar deste show.

Nem preciso dizer mais nada.

Acessem o site! Baixem o CD para escutar! Baixem o DVD para assistir! Baixem as fotos para espantar artistas de mídia duvidosa, pois o Teatro Mágico é, antes de tudo, um legítimo representante da MPB – Música Para Baixar!!! E vamos baixar, divulgar e contar para todo mundo que é bom, é bom, é muito bom!!! http://oteatromagico.mus.br/

DSC00001 DSC00047

Minhas primeiras fotos no celular! Até que ficou legal!

Impressões do que ouvi… Caxiri na Cuia

O que vou contar pode ser mais um exemplo de aculturação dos Macuxi, etnia predominante em Roraima e bastante mesclada à população não indígena. Apesar disso, pode ser encarado também como uma prova importante de resistência cultural aliada a capacidade de adaptação de um povo. No site da CIR, Conselho Indígena de Roraima, se encontra disponível a venda o CD Caxiri na Cuia – O Forró da Maloca, feito pelos indígenas da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Se formos olhar com preconceito, realmente isso mostra aculturação: “índio não dança forró”, ou, pior ainda… “índio não CANTA e COMPÕE forró”, ainda mais em português. Mas… se formos entender o contexto, vamos ver que é um exemplo de cultura – afinal, a cultura é dinâmica e não estática. De outra forma, não admiraríamos os cantores de Rock nacionais, não é mesmo?

Os indígenas absorveram o que está ao seu redor, o forró, e deram a ele um significado indígena com as letras que cantam. Vejam algumas letras:

Tem das que contam da vida local:

“…tem capivara, jacaré na damorida, tem tapioca com vinho de buriti, vem festejar a vitória tão sofrida de bem com a vida tomando um bom caxiri…”

E das engajadas:

“Sou terra sou mata sou campo / Sou água de beber / Me usam, me queimam e me destroem / Chega de sofrer.”

Tudo bem que o som não é dos melhores, com aqueles sintetizadores típicos dos forró-brega do interior, mas vale pelo engajamento e pelo fato de nos lembrar que a cultura é viva e está em constante mutação.

E olhem a capa do CD. Da bem idéia de como é o forró na maloca, não? Rasta pé dos bons, com muita poeira no ar? Vamos dançar?

caxirinacuia

http://www.overmundo.com.br/overblog/forro-indigena-e-tecnicos-de-audio-indigenas-de-rr
https://www.socioambiental.org/noticias/nsa/nsa/detalhe?id=1928
http://www.cir.org.br

Impressões do que Ouvi – Raízes Caboclas

Mas a semana foi realmente agitada. As oportunidades únicas não podem ser desperdiçadas, e aqui há várias oportunidades únicas. Uma dela aconteceu domingo a noite. O Raízes Caboclas veio se apresentar em Benjamin, de graça. Tudo bem, sei que você nunca ouviu falar em Raízes Caboclas, mas…muita gente no Brasil ainda não conhece Almir Satter, Banda de Pau e Corda, Titane e tantos outros grupos e cantores de primeira grandeza que felizmente não fazem o gênero Domingão do Faustão. A banda é formada por 7 pessoas, e ainda veio acompanhada de um flautista e saxofonista da Filarmônica de Manaus. Eles são bons, muito bons, e hoje se apresentam tanto no exterior como aqui no Brasil, sendo todos nascidos na cidade. Talvez por serem da cidade, o ginásio não estivesse lotado como mereceria, mas quem foi aproveitou. Bom som, instrumentos de primeira: viola, rebeca, tambores, silvos, percussão maravilhosa… uma banda daquelas de lotar credicard hall em qualquer época do ano!! Eu vi e vivi!! Em compensação, como BC também faz parte do Brasil, semana passada fui fotografar o Concurso Miss Benjaminense e… estava lotadésimo. O público participava ativamente, tanto que eu fui convidado para ser jurado e declinei na hora!! Foi tudo organizado por um Benjaminense que fez fama em Manaus e é cabelereiro das Misses. Andress veio e trouxe todos os vestidos e acessórios das misses, sendo responsável pelo sucesso do evento… Ai, ai Brasil que ainda não descobriu que o belo é lindo, mas há coisas muito melhores. E viva o Raízes Caboclas!! (curioso? http://portalamazonia.globo.com/raizescaboclas/ . Eu comprei a Missa Cabocla e já estou furando o meu CD.