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Escola Indígena na comunidade Tamanduá

As vezes é muito difícil conseguir estudar nas áreas indigenas. As crianças tem muita vontade, seus pais estimulam, os professores se dedicam, mas a estrutura nem sempre é a que desejamos e que as crianças merecem.

Vejam essa da comunidade macuxi Tamanduá.

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Grafitando a cadeira da escola na aldeia

É itnteressante como os referenciais são diferentes, mas os comportamentos das crianças são os mesmos.

Encontrei esta cadeira “grafitada” em uma escola na comunidade Caraparu IV, dos Macuxi. Grafitar um tamanduá, só mesmo em área indígena. E ficou bem legal!

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Trabalhos escolares na Aldeia

Encontrei dois trabalhos bem interessantes nas aldeias em que visito;

Trabalho com Folhas

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As crianças pegavam as folhas e com elas montavam bonecos. Achei muito criativo, não tinha visto isso.

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Dia do Índio 19 de abril de 2011
Tuxau Esmael e os compenentes do Grupo A

O que tem de interessante?
Primeiro: Nomenclatura. Tuxaua é a palavra local para Cacique. É também, como percebi, o nome do líder da equipe para o trabalho, ou seja, cada equipe escolhe o seu “tuxaua”.
Segundo: Representações do Dia do Índio. Embora todos sejam indígenas, ninguém utilizou imagens que os auto-representasse, e nem mesmo suas comunidades. Todas as fotos são de “índios genéricos”, aqueles que existem em nosso imaginário popular e que persistem em algumas etnias e em várias outras em dias de festa, como celebração de suas tradições. Nenhuma pintura, enfeite, maloca ou hábito retratados no cartaz tem nenhuma semelhança do que a gente encontra entre os Macuxi.

Comunidade Tamanduá… vai ficar embaixo d´água

Como escrevi ontem, se o projeto da usina hidreletrica de Cotingo virar realidade, contrariando o desejo dos indígenas da região, além de alagar parte da Raposa Serra do Sol, a comunidade Tamanduá vai desaparecer.

A comunidade que leva o nome da cachoeira não é muito grande, isto é verdade, mas é local de moradia, de vida, de morte, de trabalho e de suor para algumas pessoas que estão lá há muitos anos.

Imagine se a sua casa e o seu mundo fosse parar embaixo d´água… você iria gostar? Volta a velha questão: desenvolvimento ou crescimento?

DSC02711 Placa da Funai indicando que ali é Terra Indigena. Daquele morro para trás, no sentido da placa… tudo ficará debaixo da água.

DSC02710 Posto de saúde da comunidade. Também para baixo da água.

DSC02815 Escolinha da comunidade… água nela também!

Alguma coisa fora da ordem…

Encontrar a gringa entre os indios indo para Maturuca foi como ouvir um indígena dizer “Eu sou Vasco, maluco!” no meio da terra indígena. Claro que esta foi uma implicância comigo após eu revelar ser flamenguista. O que é de se estranhar é que esta frase cheia de marra foi dita por um agente de saúde orgulhoso de ser Macuxi e que nos conta a origem de sua comunidade.  Tão estranho quanto descobrir que no posto de saúde que está sendo construído na serra, em uma comunidade inacessível na época de chuvas o mestre de obras é paraguaio com direito a sotaque e tudo. Alguma coisa está fora da ordem, fora da ordem mundial.

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Crianças indígenas indo para escola na Comunidade Placa. Todos impecavelmente uniformizados. Você imaginaria isso?