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No Regatão do Sacaca conheci o Batatão Hypólito

Quando forem a Macapá, guardem este nome: Museu Sacaca. Não é nome de japonês, mas de um famoso pesquisador de ervas.

O museu é bastante interativo, e quase todo a céu aberto, sem “cara” de museu. Embora um pouco largado, tem muita coisa interessante e as curiosas pedra-fones. O que são pedra-fones? Na verdade nem sei se o nome é este, mas para sonorizar o ambiente sem tirar o aspecto de natureza e os cenários amapaenses que são reproduzidos, há pedras que na verdade são caixas de som, que podem até passar desapercebidos.

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Um dos ambientes mais legais de visitar foi o “Regatão”. No Sacaca há um Regatão autêntico, no meio de um rio onde vemos tambaquis e pacus nadando.

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Regatões eram os barcos que desciam os rios amazônicos, comprando produtos da floresta e vendendo os industrializados. Era mais ou menos assim: eles compravam ouro a preço de sal e vendiam sal a preço de ouro. Muito legal eram os remédios vendidos. Haviam os infalíveis “específicos” capazes de proteger qualquer pessoa contra cobras, aranhas e outros animais peçonhentos. A bula alertava quer era infalível desde que se conseguisse acertar a dose pelo tempo suficiente, o que não devia ser tão fácil, afinal, uma garrafinha só nunca era suficiente, e quem tinha mais que uma? Além disso medicações como o depurativo Batatão Hypolito – “Aprovado pela Exma. Junta de Higiene do Estado do Pará” e que prometia curar reumatismo, diarréia e até problemas ginecológicos “em geral”.

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O Sacaca também tem uma bela estátua que homenageia as parteiras deste que é o estado onde existe a maior porcentagem de partos domiciliares do Brasil. As parteiras são ativas e reconhecidas pela população, sendo bastante valorizada. Aliás, é impressionante o que uma boa parteira consegue fazer, sabendo até virar o bebê que está sentado, antes do parto.

08 02 Macapa AP (215)