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Gordinha da Maternidade

Uma das estátuas mais legais que encontrei em Rio Branco é a da “gordinha da maternidade”. Tudo bem, o nome oficial não é esse, mas este, mas é assim que ela é conhecida. Amada por alguns, odiada por outros, ela não tem como passar despercebida.

Eu achei um charme!

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Dados da obra:
Autora: Eliana Kertész
Instalada pelo governo do Acre na entrada da Maternidade Bárbara Heliodora: uma adolescente carrega bebês nas costas, na barriga e no pensamento.

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Final da Tarde as margens do rio Acre, em Rio Branco

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Entardece quando volto do Centro, onde conheci a Catedral e o Palácio do Governo, abertos para visitação. O céu começa a desbotar e resolvo apreciar a despedida do dia na última sombra da gameleira. Ao longe os carros atravessam a ponte. De um lado pequenas canoas deslizam pelo rio ao mesmo ritmo que as pessoas caminham no calçadão para manter a forma. Por cima de todos uma enorme bandeira do Acre tremula. Não está no meio do caminho, mas é o “caminho do meio”, estado que tenta mesclar preservação e desenvolvimento, futuro e passado, segurança e inovação. Tomara que possa se tornar um exemplo para todo o país.

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Atrações de Rio Branco

As margens do rio uma centenária gameleira testemunha o presente vivo sem esquecer do passado, preservado no casario reformado que dá aspecto de túnel do tempo ao calçadão que percorro no final da tarde.

10 08 Acre (20) Eu “batendo papo” com o poeta Juvenal Antunes. Uma de suas poesias mais famosas começa assim:
”Bendita sejas tu, preguiça amada, que não consentes que eu me ocupe em nada” Viva o poeta!

A memória do passado está bem guardada em diversos museus espalhados pela cidade. O da Borracha conta a história dos “soldados da borracha”, dos criador da União do Vegetal e de um tempo que dinheiro pouco era bobagem por aqui. O dos Povos da Floresta mistura cultura indígena, ribeirinha e as lendas amazônicas.

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Casa dos Povos da Floresta e Cobra Grande…

O Memorial dos Autonomistas conta de tempos de guerra e de independência. E a biblioteca, além de oferecer livros e vídeos tem exposições permanentes e temporárias. E para o futuro já teremos mais, pois o estado se prepara para construir o maior planetário da América.

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Biblioteca da Floresta

Impressões de Rio Branco

              Rio Branco é “budista”, busca o “caminho do meio”. O novo e o antigo se misturam e a calma se mescla a agitação de uma cidade em crescimento. No Centro o rio Acre desliza tranqüilo, esperando a próxima chuva que pode fazer com que perca a paciência e esqueça que está preso em suas margens. Carros atravessam antigas pontes metálicas, mas pensando nas pessoas e nos ciclistas uma passarela também cruza as águas escuras do rio que batiza o estado.

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Centro de Memória – Museu Chico Mendes

                Perguntamos por Chico Mendes e ouvimos histórias, muitas histórias. Perguntamos pelo Museu Chico Mendes e ouvimos uma história triste, confirmada nos jornais e na placa afixada na porta em que teimamos em conferir. Na porta do museu, a pequena casa de madeira onde Chico morava e foi assassinado, uma placa informa que por problemas financeiros ligados a parceria com o governo do Estado, o local estaria fechado por tempo indeterminado.  A profissão de “parente de Chico Mendes” já deu mais lucro, e a família parece ter esquecido que seu maior exemplo foi de resistir, persistir e trabalhar, nunca esperando o que possa vir do céu.

10 08 Acre (144) Esta é a casa em que viveu Chico Mendes, hoje museu, “Centro de Memória”.

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Apesar da placa o museu estava fechado e fomos informados que estava “há bastante tempo”.

OBS: A visita a Xapuri aconteceu em julho de 2010 e lembramos que o Museu pode ter sido reativado após isto. Solicitamos que alguém nos envie alguma informação mais atualizada.

Pousada dos Chapuris – Hospedagem e História

O tempo da seringa já se foi, mas as histórias permanecem. João e Nilce Mendes sabem contá-las. Seu João, bancário aposentado “foi na onda” da esposa e quando percebeu já tinha uma pousada. Hoje a Pousada dos Chapuris vira pouco a pouco um museu. Recortes de jornais e revistas ilustram as paredes , antigas máquinas de costura, juntam retalhos do passado, um gramofone ainda toca eternos sucessos de muitos discões de vinil. Os movéis do tempo da prosperidade local vieram de todo o mundo: um enorme cofre inglês para o dinheiro da borracha, penteadeiras para as moças de família, cadeiras refinadas para reuniões de negócios e, o favorito do Seu João, um conjunto de barbeiro autenticamente centenário: “era num destes que eu cortava o cabelo” – conta ele feliz mostrando o bom estado da cadeira.

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Casarão Chapuris e os Soldados da Borracha no Acre

Noite – O casarão centenário da Pousada Chapuris nos atrai. Se não encontramos vestígios dos antigos habitantes da região, os dizimados Xapuris, ao menos encontramos testemunhas do tempo da borracha.

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Nesta época migravam para cá milhares de nordestinos, principalmente cearenses, os “soldados da borracha”, que fugiam da fome e seca no nordeste em busca de um paraíso tropical para muitas vezes encontrar a morte nas picadas de um mosquito ou na mordida de uma serpente. Terra de macho, chão de bravo, só mesmo os nordestinos conseguiriam domesticar a natureza . Lutas com peruanos, com indígenas, com animais selvagens, com rios caudalosos, com doenças, com outros homens. Luta por tudo e para tudo, acima de tudo para viver. O seringalista, como o primeiro proprietário do casarão, vivia da borracha mas não dava duro na seringa. Dava duro nos semi-escravos seringueiros. Euclides da Cunha (escritor de “Os Sertões”), testemunha viva do Acre de outro século escreveu:

“O seringueiro realiza uma tremenda anomalia: é o homem que trabalha para escravizar-se”.

01 Quer saber mais sobre Euclides da Cunha na Amazônia? Leia o livro Amazônia de Euclides do jornalista Daniel Piza que refez a saga de Euclides na Amazõnia, vivida há cerca de 100 anos atrás.

http://2dedosdeprosa.blogspot.com/2010/03/amazonia-de-euclides-daniel-piza.html