Vivendo em outro mundo, onde São Mosquiteiro é protetor

Definitivamente você não está mais no seu mundo de origem. O relógio não governa o tempo. Cama, chuveiro, privada, espelho, geladeira não tem tradução para o Yanomami falado nesta região.

Surge um pequeno problema: onde dormir? Não cabe a equipe de saúde dentro do posto, pequeno e abarrotado de coisas – afinal, não podemos disputar espaço com a galinha que choca seus ovos entre os frascos de soro… ou podemos?. Uma varanda se torna a melhor solução. Valei-me “São Mosquiteiro”. Cada pequeno furo será amaldiçoado a noite toda caso se torne ponto de invasão dos insetos. E se chover? Se chover, melou geral, cai a moral do pessoal, pois com certeza, é temporal. Chuva de pingo grosso e vento. Melhor nem pensar. Mas ela vem. Tarda, mas não falha. Junta a rede de todo mundo. Um respira perto do pé do outro. Se alguém levantar para fazer xixi a noite, acorda todo mundo. Como vem, a chuva vai. Espalham-se as redes novamente. Tomara que a chuva não volte.

DSC03794 Olha lá! No meio da mata tem um posto bem arrumadinho!

Este post faz parte do texto integral das Impressões Amazônicas 84

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