De barquinho na floresta…

Mas não pense que você já chegou. De lá você ainda tem que caminhar até as aldeias que são atendidas pelo pólo. São horas de trilhas na mata ou de barco por um rio traiçoeiro, onde várias vezes você deve esvaziar todo o barco, ultrapassar uma cachoeira com a carga enquanto assiste – e torce – o barqueiro demonstrar toda sua perícia desafiando a corredeira. Se ele errar, o barco afunda e ele não tem como prosseguir ou voltar – e nem você. Você está no meio da floresta amazônica, em um trecho onde a nossa paciente e silenciosa invasão ainda não chegou. A invasão concreta, antenada e energética. Acima de você: floresta e céu. A sua frente: floresta. Ao seu redor: floresta. Do lado: o rio.

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Est post faz parte do texto integral das Impressões Amazônicas 84

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