Pescando a refeição

Final de tarde diante do Rio Vermelho. Payakan vem me perguntar sorridente se prefiro lanchar ou jantar. Além de educado é muito inteligente e simpático, sempre sorrindo. Me lembra muito o Sr. Kakeya e sinto saudade das conversas no sítio. Aliás, Payakan me conta que é muito amigo de um médico nissei, e que sempre lhe preguntavam se eram irmãos.

Já era para eu ter ido embora, mas ainda estou aqui porque o avião não veio me buscar. Assim, hoje não tive nada para fazer além de escrever. Me distraio descendo e subindo o rio. Payakan me emprestou uma faca: "a mata sempre tem perigos, é melhor estar preparado". A natureza é rica, mesmo com os rios secos. Um casal de araras grandes, daquelas azuis e amarelas passa sobre nós. Nunca havia visto isso. O cacique saiu para pescar e voltou com quatro grandes peixes. Saiu também com arco e flecha e depois com uma espingarda, mas não teve a mesma sorte que na pescaria.

Rio Vermelho (80)

Este post faz parte das Impressões Integrais 83

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