O segredo da pequena grande aldeia

Só tenho um medo. Pisei na bola, não trouxe repelente. Confesso que estou preocupado com isso, pois no aeroporto um cineasta que havia acabado de chegar da aldeia me fez a mesma pergunta do piloto: “Tem bastante repelente?”.

Logo conheço toda a aldeia. Payakã me explica: “Eu já criei uma aldeia grande (Aukre). Já fui cacique em Gorotire (a maior aldeia Kaiapó). Agora quero um lugar pequeno, no máximo com cinco famílias”.

Parece estar dando certo. Cada maloca tem seu próprio banheiro, há um buraco para queimar o lixo. Uma casa alta, diante do rio, serve de cozinha. Como estamos na seca se atinge o rio descendo por uma pequena escada escavada na terra. Na margem inúmeras borboletas proporcionam um lindo espetáculo. Um cupinzeiro deu origem a um forno onde Irekrâ, a dona da casa, digo, da maloca, assa pães. Um pássaro negro, rabo longo e bico cor de lacre me olha curioso. Continuo com minha visão inicial de estar próximo ao paraíso.

Rio Vermelho (79) Banheirinho top!

Rio Vermelho (23) Forno para pães.

Rio Vermelho (98) Chapolin Colorado

Este post faz parte das Impressões Integrais 83

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