Fotografando no Samã

A comunidade é bem simples e pela primeira vez desde que estou em Roraima as crianças cercam minha máquina fotográfica. Eles se encantaram com a foto de um gavião e passaram a pedir para eu “atirar” em tudo.
– Atira no gavião! Atira na pomba moura! Atira na mangueira! Atira no caimbé! Atira no passarim veio!

11 01 Sama (238) O “passarim véio” é um tico-tico do campo.

Depois pediam:
– Deixa eu ver na “caixa” (a máquina).
Animados começaram a pedir fotos uns dos outros:
– Atira no Lindomario! Atira no Azuilo! Atira no Bagagem!
Os nomes diferentes eu já estou habituado, mas Bagagem? Não entendi nada até me explicarem que o “Bagagem” era um dos meninos. Mas porque este nome? Me explicam que é só um apelido que ele ganhou depois que se queimou com mingau quando era pequeno e ficou todo “engilhado”. Daí para Bagagem não conseguir entender.

11 01 Sama (77) Nosso amigo, o Bagagem.

 

Este texto faz parte das Impressões Amazônicas 71

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Uma consideração sobre “Fotografando no Samã”

  1. he he he… de queimado pra bagagem tem uma pequena distância… mas vindo de onde vem pode-se esperar tudo! rsrsrs
    Boas historias e linda foto! Me dá uma saudade da minha época em aldeia… ai ai…
    Beijos!

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