Sevah: o trabalho voluntário

No Mandir, esperando Baba percebo algo interessante. Embora todos queiram chegar para frente, se alguém sai de seu lugar para tomar água, ir ao banheiro ou mesmo voltar ao quarto, é só deixar um simples lenço para marcar o seu local que todos respeitam. Ninguém ocupa o lugar: é sagrado. No passado Baba costumava caminhar pela multidão. Hoje, com o corpo físico cansado, vem de carro e passa lentamente em frente aos devotos. Olha de um lado a outro, atento. Seu olhar é inesquecível, único. Todos tem certeza de que Baba olha diretamente para eles. É um olhar penetrante, repleto de atenção. É como se fosse todo atenção para cada um de nós.

Havia acabado de jantar e me perguntava como poderia ajudar no serviço, já que tudo aqui é feito pelos indianos. Quando me levanto escuto a pergunta: “Pode ajudar hoje? Precisamos de gente para arrumar o refeitório!”. Perguntei, a resposta chegou, e lá passei eu uma hora limpando cadeiras, varrendo chão, lavando esfregão. Sempre alerta para servir.

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Todo o trabalho – organizar filas, guardar objetos, controlar telefone, limpeza, portaria, cozinha – é feito por voluntários indianos. A maioria é gente muito simples que sorri quando pode ajudar. Homens e mulheres de todas as idades e religiões vem de toda Índia e tem que esperar muito pela oportunidade de passar duas semanas trabalhando.

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Indianas 69

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