Hotéis no Monte Roraima e a explicação da Cruviana

O guia nos chama… Ainda vamos andar mais. Diferente do que acontece em outros lugares onde após a conquista do pico se desce, aqui há muito que ver e fazer, e ficaremos quatro dias neste outro mundo, outro universo. Mais uma hora de caminhada após o local de almoço, onde iremos acampar esta noite.

O topo do Roraima possui várias elevações de rocha, como se fossem “topos no topo”. Abaixo de alguns destes topos formam-se covas, conhecidas como “hotéis”, onde os diferentes grupos armam suas barracas para passar a noite. Os indígenas dizem que nestas covas viviam dragões e serpentes que tornavam esta uma montanha proibida. Um dia após o sumiço de um indígena, sua esposa foi procurar o pajé mais poderoso da região. Ele conseguiu prender parte dos dragões em uma grande caverna e expulsou os demais para outras montanhas. Ainda hoje há tepuis em que nenhum indígena ousa chegar perto. Entre nossos carregadores é unânime que certas montanhas são somente para as feras.

A cruviana de ontem, aquele vento doido, também é explicada pelos indígenas: guias inexperientes lavaram pratos com pimenta no rio, o que é terminantemente proibido. Tabu. Pratos e panelas com pimenta devem ser primeiro lavados com papel, e só então com água. Tá explicado.

OBS: Este post faz parte do texto integral das Impressões Amazônicas 65

Anúncios

2 opiniões sobre “Hotéis no Monte Roraima e a explicação da Cruviana”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s