A criatividade brasileira até no exterior e o retrato do Dólar Guyanense

De repente escuto um idioma estranho. Um vendedor vende chapéus: “uan tausan”, “faivi handre”, “bésti réti”. Escuto a ladainha e pergunto: “brazilian?”. “Do Ceará” ele responde. E descubro que, se não temos brasileiros na platéia – preconceituosos do país vizinho com hábitos distintos do nosso – temos brazucas no comércio, afinal, o dinheiro não tem preconceito com quem trabalha. O parque de diversões (se é que se pode chamar assim alguns carrosséis, um pula-pula e uma roda-gigante), a sorveteria, além da “chapelaria” do cearense são alguns dos empreendimentos de nossos patrícios.

09 04 Rupununi Rodeo 160 A do cearense era uma “mega-loja”. Esta era uma “lojinha” local..

09 04 Rupununi Rodeo 211 Esta é a do cearense.

Puxo conversa com o simpático chapeleiro, chamado Carlos, feliz por poder falar um pouco mais de português. “Eu moro em Manaus, mas venho sempre para Boa Vista, e todo ano estou aqui no rodeio. É bom porque vem muita gente e é sempre tranqüilo. Nunca vi uma briga, não tem perigo de assalto. Bem diferente no que acontece nas festas do Brasil”. Pergunto pelo seu inglês. “Aprendi na marra. Quero dizer… não aprendi ainda, mas a gente fala e eles entendem. Mostro nota, faço com dedo”. É a criatividade brasileira falando alto e garantindo umas doletas guyanenses no bolso. Embora a nota seja bonita, cada dólar deles só vale cerca de dez centavos, e nada é muito caro por lá.

09 04 Rupununi Rodeo 164 Mil dólares!!! Em doletas guyanenses!

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