Voando para Gorotire, a maior aldeia Kaiapó

Estou em Gorotire, aldeia-mãe dos Kaiapó. Novamente estranho a mistura de tecnologia com hábitos ultra-tradicionais. Cheguei de avião, após um vôo de 45 min de monomotor. No avião, de 3 lugares, vamos o piloto, eu, uma representante da ONG Indígena, o presidente da ONG e um secretário. Mas o avião não tinha 3 lugares? Pois é, um vai em um banquinho de dobrar e outro sobre um botijão de gás. O avião ia com pouca carga, e assim, mesmo com o vento e com a chuva, viajamos bem.

06 09 _primeiro voo     08 01 Amigos Voo GRT (2)  Se segurando no cinto de segurança do avião…

Após o pouso, em 5 min de caminhada chego na aldeia, a maior da nação Kaiapó.

Surpresa…embora tenha um pátio central diante da Casa do Guerreiro, como nas aldeias tradicionais, não há malocas. As habitações são todas de alvenaria, construídas por uma companhia cerca de 30 anos atrás, na época do boom da madeira.

2008 01 GRT

As casas são mal conservadas e na maioria sujas e borradas por fuligem. Não há como dizer que o índio não tem higiene, mas seus hábitos são bem distintos dos nossos. Busco latas de lixo em uma procura vã. Dá para entender: no passado eles não produziam lixo inorgânico e o orgânico, mesmo que jogado no chão era todo eliminado pelos animais que viviam ao redor das casas, assim não havia lixo algum.

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