Cenas Bizarras da Vida nas Aldeias

, O Brasil tem cenas bizarras. Estou em plena aldeia Las Casas, a mais próxima, cerca de 50 minutos de Redenção, no meio de um terreiro rodeado de malocas, sob o sol tropical do meio-dia, sem a menor sombra, com o estetoscópio pendurado na mão, fazendo papel de arma contra cachorros atrevidos, acompanhado por uma técnica de enfermagem munida de uma vara (os cachorros aqui são mesmo bravos) indo ver uma índia com hemorragia. No meio do caminho toca o meu celular e atendo uma ligação do Rio de Janeiro. Tecnologia misturada às difíceis condições são uma contradição constante por aqui.

As duas aldeias maiores, Gorotire e Kikretum, têm até telefone. Embora sejam orelhões, nas duas há gatos utilizados por alguns índios para conseguir ligações 0800. E eu já enfrentei fila enquanto escutava conversas para Brasília, São Paulo… índio é chique mesmo.

Fotos de Kikretum:

Eu no Telefone

2007 03 Kikretum (36)

Casa Vizinha do Telefone, cuja parede virou “agenda telefônica”.

2007 03 lista tel KKT 0000kik

O Close é nos números debaixo da janela… entre eles o da Funai…

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2 opiniões sobre “Cenas Bizarras da Vida nas Aldeias”

  1. outro dia vi uma entrevista de uma antropóloga, nem me pergunte que nao sei o nome dela, e fiquei maravilhada com o alerta que fez, e tb tem seu blog, toda vez que venho aqui desperdo de meu sono letárgico. O alerta e o blog falam da mesma coisa significativa, dos índios como realidade e nao como aqueles seres idealizados, que nada sabem de dinheiro, tecnologia e outras invenções do homem “civilizado”.
    tb falam de aceitação desse índio de verdade, largando para trás o discurso de que o índio nao pode querer dinheiro ou qualquer outro conforto.
    eles são humanos, embora ainda há pessoas que nao aceitem isso, surpreendentemente há; lembra dos incendiários de índio? se pensassem, se sentissem que era gente nao teria feito o que fizeram.
    vc me dirá que há outras categorias de pessoas relegadas ao plano da nao humanidade, concordarei, sao os ditos excluídos, ou homeless, human less, enfim, os que foram postos à margem pela sociedade de consumo.
    Ainda bem que existem pessoas como vc.
    é uma alegria saber disso

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