Posts filed under ‘Saúde’
Dentistas nas aldeias.. dureza!
Um dos profissionais que mais trabalha nas aldeias são os dentistas.O trabalho é demorado e exige dedicação.
Aldeia Santa Cruz -. Dentista Karine… Acabando com a coluna…
Aldeia Mapaé – Dentista Saloma – O curumim apoiado na perna dela.
Dentista Thammy – Aldeia Santa Maria
,
Dentista Dalila – Aldeia Moikarako – Kaiapó
Dentista Ednara – Aldeia Samã
Atender com todo equipamento de proteção individual com o calor enorme das aldeias… Equipamento portátil, cadeiras inadequadas e ainda manter a boa vontade e o sorriso no rosto.
Parabéns a estes dentistas que fazem a diferença!
O dia a dia na ação.
As boas novas se espalham, e os parentes continuam a chegar. Da aldeia Xumina chega uma van com alunos da escola. Eles querem ver o movimento, mas aproveitam para se cuidar. Um vai no médico, a professora na ginecologista, dois fazem exames de vista e vários tentam conseguir passar pelos dentistas, que trabalham sem parar. Os dentistas do Distrito, Alë, Rangel e Josvaldo, são os últimos a almoçar e os primeiros a voltar a atender. Logo recebem a notícia que, junto com dois colegas de São Paulo, bateram o recorde de atendimentos e procedimentos odontológicos em Expedições – e ainda temos mais dois dias de trabalho pela frente. O sorriso da equipe é tão grande quanto dos pacientes após o atendimento.
Alojamento dos “parentes”
Alojamento da equipe. Rede, barraca, vale tudo.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
A cirurgia nas aldeias!
O sucesso não é fácil. Sincronizar atendimentos, voluntários, cirurgias não é tarefa para uma única pessoa. Assim, pelos Expedicionários, o ortopedista Ricardo Ferreira e a coordenadora de logística Márcia Abdala se multiplicam em vários. Vão de um lado para o outro. Perguntam, falam, estimulam, cobram. Quando você procura por eles por aqui, já foram por ali. O pessoal do Distrito Indígena, coordenado pela administradora Ivanilde, está todo no mesmo pique.Todos estão motivado, e até as ondas do rádio estão livres para que o pessoal possa comunicar o sucesso das cirurgias e o retorno dos pacientes para casa.
A cirurgia é como em qualquer outro hospital.
No pós-operatório o paciente também sai de maca. Só não tem rodinha.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
Eu também vim para ficar bom!
- Eu também vim para ficar bom! – me fala seu Joaquim, na sala de espera ao lado.
Ele veio de longe para resolver o problema da “hérnis” que atrapalha o trabalho. Diz que apareceu há muitos anos, quando carregava “um peso grande”. Já havia tentado resolver o problema no Hospital Geral de Roraima, mas a cirurgia foi adiada várias vezes. Recorreu ao pajé, que logo identificou o “problema de branco”, e também recomendou cirurgia. Após cinco anos, chegou a oportunidade de dar fim a hérnia que lhe atrapalha na roça. O pequeno Matheus Lucas, sentado ao seu lado, esperou menos, até porque só tem três anos. Lado a lado o senhor demonstra tanta animação quanto o pequeno curumim, que acha engraçada a touca azul que está vestindo.
Independente da idade, todos querem ficar bons. A roupa é uma mistura de cogumelo com smurf…
Este post é parte das Impressões Integrais 88
Operando na maloca: centro cirúrgico completo
- Ela operou aqui? – um pergunta o que todos querem confirmar.
- Isso mesmo. O equipamento é o melhor do Brasil, só tem igual em 3 hospitais de São Paulo, e os cirurgiões são os melhores também. Nem no Rio tem nada igual.
A animação conquista o grupo.
- E é para ficar bom que a gente veio aqui! – exclama feliz Dona Natalina, sonhando com o céu azul que quer ver novamente.
Dr. Fábio Paganini em ação. Ele é cirurgião-plástico e viaja para operar hérnia nas aldeias.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
Levei mamãe para operar na maloca!
- Todo mundo animado?
Os muxoxos são positivos, mas não me inspiram confiança. Em cima da hora todo mundo amarela, não tem jeito. Insisto na conversa.
- Fiquem tranquilos, que trouxe minha mãe do Rio de Janeiro só para operar aqui! – falo eu, provocando olhares suspeitos? Escuto os pensamentos e todos dizem que não acreditam.
Mostro a foto da mamãe na rede, com curativo no olho. Olham a foto, olham a maloca de pós-operatório, onde foi tirada a foto – aquela senhora branquela não pode ser indígena. Os sorrisos começam a brotar e um brilho de confiança lacrimeja em seus olhos .
Olha mamãe aí. Animadíssima no pós-operatório na rede.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
A hora da cirurgia… friozinho na barriga
Manha. As pernas bambeiam, e não é apenas de fome. Todos tiram suas roupas e vestem aventais azuis. As crianças e mais velhos tem prioridade – são operados primeiro. O proseado é pouco. Os parentes não são de muita fala e agora menos ainda. Puxo conversa na ala da oftalmologia.
- Todo mundo animado?
Todos de azulzinho. A ansiedade é grande. Sabá, a técnica de enfermagem não deixa ninguém desistir em cima da hora.
Olha o seu Johnson, do começo de nossa história.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
A esperança de uma nova visão
Os cirurgiões examinam, os anestesistas liberam. Agora para seu Johnson e vários outros indígenas, a alimentação está suspensa. Todos estão na maloca do pré-operatório, sob supervisão da enfermagem. A rotina é a mesma de qualquer hospital. A noite, as últimas orações – “Deus existe, e se me trouxe aqui, vou me curar” – fala uma senhora de rosto enrugado olhando para o céu.
Olha a vovó depois da cirurgia.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
Atendimento Integral na aldeia
Ansiosos, os pacientes se dirigem a recepção. Cadeiras se espalham diante dos computadores – tecnologia de ponta, novidade para muitos. Intérpretes indígenas ajudam os mais idosos, que muitas vezes não compreendem o português. A equipe tria para onde irão se dirigir: ginecologia, pediatria, cirurgia, oftalmologia, ultrassom, odontologia.
Ginecologia. Detalhe das sandalinhas do lado de fora.
Este post é parte das Impressões Integrais 88
O movimento é frenético
O movimento é frenético. Todos se comunicam por radiotransmissores. Um cajueiro se transforma em rodoviária, tal o movimento de carros. “As vans acabaram de chegar trazendo os Waiwai” – anuncia o rádio. A equipe de nutrição esquenta as panelas, pois os “parentes” já chegam com fome. Um enfermeiro acompanha o grupo até a maloca onde ficam hospedados. Logo as redes colorem o ambiente e as crianças correm de um lado para o outro, jogando os “sapatos-de-festa-e-viagem” para longe e fazendo novos amigos com os pequenos da maloca ao lado.
Este post é parte das Impressões Integrais 88









Comentários