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Receita da Muqueca do Tio Alexandre
Atendendo a pedidos, a receita da Muqueca está lá, em Impressões do que Provei.
Bom apetite!
1 comment 23 Maio, 2009
Muqueca do Tio Alexandre
No dia que o Tio Alexandre cansar da medicina pode ganhar a vida como cozinheiro. Em minha última ida a Niterói ele caprichou e fez esta muqueca deliciosa, que fez até a minha avó sair de casa.
A obra e o mestre!
1 comment 18 Maio, 2009
Pé de Moleque nortista.
Reencontrei no mercado também a paçoca com banana, que mescla a paçoca nordestina (feita de carne do sol com farinha bem pilada) a banana nortista; e o pé-de-moleque. Tinha descrito a confecção do pé-de-moleque quanto estava no AM, mas aqui ele já é vendido embalado na folha da bananeira. Para os recém-chegados às Impressões, aqui o pé-de-moleque não é de amendoim, mas sim de banana (sempre ela!), de macaxeira (sempre ela também!) e ovos.
Todos estes são “pés-de-moleque”.
1 comment 14 Abril, 2009
Frutas e polpas nos mercados de Boa Vista
Por lá encontramos várias barracas de polpa com o saco de 1 litro vendido em média a quatro reais. É um espetáculo de cores, pois as variedades de polpas ficam expostas formando um arco-íris de frutas. Vejam só: o marrom do tamarindo, buriti amarelão, açaí cor-de-vinho, abacaxi pálido-desbotado, acerola vermelho-sangue, murici e maracujá amarelo-ouro, goiaba rosadinho, bacaba rosa-acinzentado (sim, existe este tom!), cupuaçu branco-amarelado. Uma delícia de cores e uma beleza de sabor.
Polpas de todas as cores e sabores! Fruta de verdade!
As mesmas frutas que refrescam já ensacadas em polpa são encontradas fresquinhas na feira, junto as “importadas” como maçã, pêra, laranja e melão e as de produção local, como o mamão, melancia e a…. “uva”. Sim, porque o gaúcho antes de tudo é bravo, persistente e gosta de vinho tanto quanto de chimarrão. Assim, além de trazer a erva e o arroz da confusão com os índios, trouxe também a uva, que dá bem certo por aqui. Já acontece inclusive o Festival da Uva, com suco, geléia e vinhos de produção local. No setor de frutas consegui até encontrar o tal do noni, a tal da “fruta mágica”, que segundo os naturebas é a “fruta da vez”, a atual panacéia para os males de tudo e mais um pouco. Para quem não conhece, segue a foto. Noni: amigos. Amigos: noni!
3 comments 9 Abril, 2009
Farinhas de Boa Vista
Para quem quer ver farinha, a melhor opção é ir a feira do produtor. Além de diversos vendedores de farinha fresquinha, muitas vezes produzida pelas comunidades indígenas, cada vendedor tem umas dez variedades. Para mim a divisão seria somente em cor (branca ou amarela) e em tamanho (pó, areia, bolinha e bola de gude), mas para os “iniciados” na arte da farinha há nuances importantes no cheiro, consistência, paladar e até mesmo variação do tamanho dos grãos na mesma farinha. A farinha que chamo “bola de gude” é a maior alegria dos dentistas (amigos odontólogos, importem esta farinha para sua região!!!), pelas múltiplas fraturas dentárias que causam. O segredo, segundo quem entende, é dar uma molhadinha na saliva e engolir com tudo. Come-se de colherada mesmo! Vai entender… no norte farinha se come igual a ostra!
Add comment 7 Abril, 2009
Fugindo da pimenta e comendo paçoca com banana
Compramos bananas vermelhas,
milho roxo e colorido.
Nos distraímos com um suco de cupuaçu e paçoca com banana,
esperando pelo momento da experiência com a damurida. Olhamos uma, outra, mas… cadê a coragem? Quem iria indicar onde comer, como comer e como apagar o incêndio. Pensei até em preparar uma jarra d´água ou um extintor, mas… achei que não ia dar certo. E não sabia, em minha inocência, que a água não só não iria melhorar, como iria piorar, pois só depois aprendi com minha amiga Denise, do Rio, “pimentóloga”, que “quanto a ardência da pimenta não se pode tomar água, pois água é condutora da ardência. Deve-se sim, lavar a boca com leite ou creme de leite, se possível, bochechar.”
Vivendo e aprendendo, mas eu amarelei… Fica pra próxima!
Add comment 16 Dezembro, 2008
Mais impressões da Damurida
A damurida, como já falei antes é um prato vulcânico. A receita está lá no blog (http://impressoesamazonicas.wordpress.com/2008/09/14/receita-de-damorida/), e é feito com pimenta, carne ou peixe, mais pimenta, alguns temperos, mais pimenta e goma de tapioca. Para finalizar uma pitadinha a mais de pimenta que é para apurar bem o gosto.
A do saquinho é a pimenta jiquitaia. A outra é malagueta mesmo. As duas são tão quentes quanto é o vermelho… e entram na receita vulcânica da damurida.
1 comment 12 Dezembro, 2008
Festejo da Damurida na comunidade Wapixana da Malacacheta com direito a Jogos Indígenas
Recebi um convite daqueles que não dá para recusar: III Festa da Damurida, na comunidade Wapixana de Malacacheta, município do Cantá, pouco menos de 80km de Boa Vista. Os Wapixana são uma das etnias mais adaptadas ao convívio com os não índios, mas tem se esforçado para valorizar ao máximo seu patrimônio cultural, o que é feito, inclusive, pelo ensino bilíngüe nas escolas, o que garante que as crianças já estão aprendendo a língua que muitos dos seus pais perderam.
A festa seria uma oportunidade para eu conhecer uma comunidade Wapixana e provar a famosa damurida, prato típico da culinária Roraimense, em que a pimenta queima tanto quanto as lavas de um vulcão, mas que é a preferência de onze entre cada dez indígenas.
A programação era extensa e muito interessante, com diversos concursos e eventos ao longo de três dias. Alguns já demonstravam a integração com nossa sociedade, como o futebol, a corrida a cavalo, cabo de guerra, a rainha da damurida e o forró na maloca. Outros parecem saídos de livros e são daqueles que nos fazem pensar em uma comunidade típica: ferrada de formiga (quem se habilita?), ralar mandioca (ai meu dedo!), corrida com tora, trançar darruana (cesta típica), fiar algodão, fazer fogo tradicional, fazer panela de barro, arco e flecha e lança, a damurida mais gostosa e, os que para mim parecem verdadeiro suicídio: maior comedor de damurida e maior bebedor de caxiri.
Vamos as descrições: o caxiri é uma bebida produzida com a mandioca fermentada, vendida em garrafas de big coke e que permanece fermentando o tempo todo. Assim as bolhas ficam subindo sem parar, e algumas tampinhas chegam a voar longe. Seu teor alcólico é alto suficiente para encontrarmos vários indígenas pra lá de Malacacheta, antes mesmo da competição começar.
1 comment 10 Dezembro, 2008
Impressões do que provei… Kubemi
Os Kaiapó chamam de Kubemi. A cor mostra que tem muita vitamina A. A “cara” não engana: é prima da graviola, da atemóia (tirimóia) e da fruta do conde, também conhecida como pinha ou fruta do conde.
E o gosto? Doce, mas como é muito fibroso, dá preguiça de comer. A polpa é bem agarrada, assim é um exercício entre o chupar e encher o dente de fiapos… Será que é sempre assim? Dá uma preguiça de comer… risos..
Com vocês o Kubemi.
Por fora lembra mesmo uma pinha.
A casca é mais agarrada, e mostra um fruto de coloração alaranjada, bonito.
Olha a semente na mão. Triangular, bem como a da pinha, mas com as sementes mais grudadas a polpa.
Close no Kubemi, fruto Kaiapó.
3 comments 12 Outubro, 2008
Receita de Damorida – Prato típico de Roraima
Para o pessoal que ficou curioso, segue a receita da Damorida, prato citado na letra do forró dos índios Macuxi, citados no último post:
Ingredientes:
peixe ou carne assada na brasa
folha de pimenta malagueta
pimenta jiquitaia (pimenta ardosa)
goma de tapioca
sal a gosto
Preparo:
Cozinhar o peixe/carne previamente assado com as folhas da pimenta malagueta, a pimenta jiquitaia em abundância e o sal.
Engrossar o caldo com um pouco de goma de tapioca.
Cozinhar até a carne ficar bem mole.
Este prato pode ser servido com pirão de farinha de tapioca e/ou arroz branco.
O grande segredo, segundo pude descobrir com os “entendidos” é realmente a pimenta, que dá o gosto e é fundamental para o prato bem feito.
5 comments 14 Setembro, 2008







