Histórias de pajés
11 Fevereiro, 2007
Conversei também com um dos pajés, muito simpático. Ele havia acabado de realizar uma prática que ainda não tinha assistido. Ele esfrega dentes de traíra nos braços de meninos pré-adolescentes, formando riscos longitudinais. Estes riscos cicatrizam e formam traços nos braços, como tatuagens em relevo. Enquanto não cicatrizam, as feridas ficam sangrando. Aliás, eu vi várias crianças com tatuagens caseiras, daquelas feitas com caju ou caneta, mas que ficam definitivas. Estrelas, corações, pontos na testa, letras, nomes, mas tudo bem feio e, infelizmente, de forma definitiva. Lá eu pude apreciar a coragem de um auxiliar de enfermagem. Totalmente “em casa”, o Acles chegou a fazer, literalmente, sua “tribal”… uma tatuagem feita por um indígena com uma máquina que não sei de onde eles fizeram surgir.
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