Vida (quase) normal em palafitas
12 Julho, 2005
Como o rio está seco, tudo que estava embaixo da água quando estive lá há dois meses, hoje está bem seco. Assim a sujeira não ia direto para a água, e sim para o chão, o que sinceramente não consigo definir se é melhor ou pior – lembrem que os banheiros jogavam a sujeira diretamente na água e agora no chão. Passando pelo hospital (sim, lá tem um hospital com médico, um enfermeiro – o Mário, que havia viajado comigo para Caballo Cocha – e uma Obstetra, que no Peru é uma faculdade a parte) conhecemos o médico, formado em Sucre, na Bolívia e que, morando há um mês no real fim do mundo estava doido para uma conversa e então se prontificou a nos guiar.
Eu perguntei: “Você trabalha no sábado também?” E ele me respondeu: “Só trabalho de segunda a sexta… mas no final de semana não tenho nada o que fazer, então venho trabalhar também.”.
Seguimos então pelas “calles” de madeira. As crianças passavam correndo onde com certeza eu não teria deixado a Elga e o Kim brincarem soltos tão cedo. Logo descobri uma peculiaridade local em uma placa na escola: “Se comunica aos alunos e ao público em geral que está proibido urinar nos degraus da porta principal da instituição educativa”. Acho que o povo ficou aliviado com o anúncio…. nas outras portas deve poder… deu até saudade da Bolívia. Uma coisa bacana é o patriotismo. Somente na rua principal tinham mais casas com bandeira do Peru do que encontramos em toda Benjamin Constant ou mesmo em Niterói. Eles estão na pior mas se orgulham de ser peruanos.
Entry Filed under: Fotografias, Peru, Saúde. Tags: Amazônia, Islândia, Palafitas.








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