12 Julho, 2005
As crianças correm por todas as palafitas como se estivessem no chão firme, e só somem quando pegamos as máquinas. Na verdade, somem mas voltam. Elas adoram ser fotografadas, embora fiquem envergonhadas a princípio. Se ficamos parados um tempo logo estão nos olhando com seus olhos escuros e rasgados, sorrisos tímidos, pés descalços, sem falar uma única palavra. Chego a pensar se eles sofrem de “mudez infantil”, pois não ouvi uma única palavra dos muitos meninos e meninas que vieram nos ver, simplesmente nos fotografando com os olhos e tão curiosos como nós.
Aliás, estávamos os perfeitos gringos, pois além de duas máquinas grandes, o Bruno é loiro de barba e olhos azuis e a Silene que também nos acompanhou é descendente de alemão, também loira de olhos azuis… Alguém queria passar desapercebido???
As brincadeiras das crianças não são muito diferentes das crianças brasileiras. Empinam “cometas” (pipas, cafifas, papagaios), brincam de carrinho feitos de garrafas usadas, jogam bola de gude no lixo, se arrastam no areião onde antes era o alagado que serve de esgoto quando o rio está alto, tudo “muito natural”.
As casas, muito simples são sempre repletas de lixo embaixo e… dentro. Como o sol havia saído depois de dias de frio, haviam muitas roupas nos quintais, colorindo os tons de madeira de que são feitas 95% das casas.
Na época de cheia fica tudo cheio até a altura das casass.
Casas dos “marajás”, com passarela cercadinha.
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MARCILEIDE | 26 Agosto, 2009 at 12:02 am
Olá, achei muito interessante a sua terra, as fotos, as pessoas. Sou de Alagoas e gostaria de compartilhar com você as fotos do meus estado, que por sinal, também é maravilhoso. Meu pai já trabalhou aí, na fazenda Santa Marina, de mecânico e ele disse que é uma terra maravilhosa de morar. Visite o meu blog, em breve postarei algumas fotos.
Bjos, espero respostas.